Story of Seasons Grand Bazaar- meu novo xodó



Story of Seasons: Grand Bazaar é um jogo lançado em 2025 para Nintendo Switch (1 e 2), PC(Steam), PlayStation 5 e Xbox Series X|S. Jogo esse que é um remake de Harvest Moon: Grand Bazaar (ou em japonês Bokujō Monogatari: Yōkoso! Kaze no Bazaar e; tradução livre seria algo como “História de Fazenda: Bem vindo ao Bazar do Vento!” ) lançado para Nintendo DS em 2008. Produzida pela Marvelous, o jogo seria o terceiro remake pós transição do nome “Harvest Moon” para “Story of Seasons”


A história se passa na cidade Zephyr, um local conhecido pelo seus ventos (e por consequência seus moinhos) e pelo seu bazar semanal, que já viu seus dias melhores, mas por conta de acontecimentos (é explicado no jogo, mas vou tentar evitar spoilers),  está próximo à ruína. Cabe ao seu personagem, que acaba de aceitar seu novo emprego, cuidar da fazenda (que foi abandonada) , montar sua banquinha no bazar para assim tentar reerguê-lo de volta à sua antiga glória.


O Básico do jogo


Você, agora com sua nova fazenda, tem objetivos básicos de jogos de fazenda (ou pelo menos estilo Harvest Moon/Stardew Valley): Cuidar de plantas e animais, vender seus produtos, ganhar dinheiro, melhorar sua fazenda, e, não podemos esquecer, socializar com os moradores locais, podendo eventualmente se casar e ter filhos.


A diferença aqui é o bazar: ao invés de você conseguir dinheiro jogando itens na caixa de remessa todo dia, você só consegue vender seus produtos uma vez por semana, na sua barraquinha no bazar da cidade (você pode até vender em outros lugares, mas dá menos dinheiro e a história não progride). No remake, agora você pode customizar sua barraquinha para ganhar mais bônus ao vender seus produtos. Para comprar a maioria das coisas interessantes, como sementes mais variadas e animais, é também apenas no bazar semanal.


Outra coisa de diferente aqui é o vento. Não é só o sol e chuva que fazem diferença, mas a força do vento também. Isso se dá porque nesse jogo você vai usar bastante os moinhos, que podem processar todo tipo de produto. Quanto mais forte o vento, mais rápido os produtos serão processados


Esse é o primeiro jogo da franquia que é totalmente dublado ( no sentido dos personagens terem voz, o jogo não tem tradução nem dublagem brasileira), e isso se aplica ao protagonista: você possui 8 opções de vozes para customizar seu personagem


A customização é uma novidade no remake, já que não existia no original. 


O jogo tem opção de casamento queer (Isso é relevante caso eu escreva sobre jogos mais antigos da saga.)

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Minha experiência com o original


Eu sou uma fã de longa data da franquia Harvest Moon/ Story of Seasons, jogando desde seu primeiro título para SNES. Apesar de eu não ter jogado todos os títulos da série, Grand Bazaar (vou abreviar para “GB” ) foi um título que joguei sim, o jogo original de DS, mas confesso que na verdade, eu não gostava muito desse. Eu na época não tinha me adaptado a mecânica principal do jogo, o próprio Bazar. Por conta disso, confesso que eu fiquei um pouco... desapontada quando anunciaram o remake desse jogo em especifico. Olhando por  cima de algumas pessoas do fandom, aparentemente esse jogo não era o mais marcante para muita gente, também, fazendo com que eu até estranhasse o motivo de terem escolhido esse jogo, já que os remakes anteriores (“Friends of Mineral Town” e “A Wonderful Life”) eram um dos jogos mais marcantes da franquia.


Mas com o tempo, eu comecei a entender eles terem escolhido esse jogo, e como foi gratificante ver esse jogo refeito


Minha experiência com o Remake


Confesso que eu acabei comprando esse remake por puro FOMO- muita gente estava falando muito bem dele, além de que ele parecia estar muito bonito (para os padrões da franquia). Para minha surpresa, eu amei esse jogo! Talvez entre até no meu Top 3 favoritos.


Para começar, dessa vez eu consegui me adaptar muito melhor à mecânica do Bazar. Isso é por causa das melhorias presentes no remake, fazendo com que a atividade fique mais dinâmica e recompensadora. Lembro que no anterior, a coisa que eu mais detestava era que as vezes alguns NPCs queriam parar na sua barraca para jogar conversa fora, e recusar puxar papo podia prejudicar sua reputação, mas dar atenção era uma perda do seu tempo valioso. Esses NPCs foram removidos, e substituidos por um minigame que faz com que você consiga vender seus itens mais rapido e com bônus, ainda por cima. Só vantagens.




Outra coisa maravilhosa nesse remake é a exploração. Creio que o jogo de DS foi o primeira da franquia (pelo menos nos jogos portáteis, acho que não joguei nenhum de consoles de mesa) que permitiu o personagem pular. E sabe o que é melhor que pular? pulo duplo. Para mim, pode pular por aí para alcançar lugares mais longe é bastante satisfatório. O jogo também contem várias molas espalhadas pelo mapa para você pular para locais mais altos. Para adicionar, a cereja do bolo: O jogo também possui um paraglider, que funciona conforme a força do vento no dia. Ventos fortes faz você alcançar certos lugares que você não poderia normalmente, e você consegue atravessar o mapa muito mais rápido (desde que seja no sentido esquerda para direita), porém, dias sem vento torna o paraglider quase inútil, infelizmente.


Agora, a minha parte favorita de todos os jogos de fazendinha: personagens e casamento. Eu sou do tipo de pessoa que me importo muito com design de personagem para esse tipo de jogo. É muito comum eu ficar vendo os personagens casáveis antes de pegar pra jogar qualquer jogo de fazendinha, a ponto de não jogar (ou dar menos prioridade) caso nenhum personagem me atraia. No caso desse jogo, como eu já conhecia os personagens, eu já peguei sabendo que eu ia me casar com o Lloyd. Aqui, quase ninguém sofreu um redesign radica; dos casáveis, apenas Daisy, agora Maple (Lembrando que alguns nomes mudaram do original para o remake), que ganhou uma repaginada, mas a mudança de estilo de arte fez com que eu gostasse mais deles. Meu destaque foi pra Antoniette/ June, que quando joguei pela primeira vez achei que ela fosse o estereótipo de menina rica esnobe, e foi só no remake que eu me toquei que a intenção era ela ser uma gótica. Para adicionar, o jogo conta com dois novos casáveis originais, Diana e Arata, que eu pessoalmente gostei deles



Com a adição de voz no jogo, mais as animações 3D, os eventos dos personagens ficaram muito melhores, dando muito mais carisma para eles. Comparando com os eventos do original, vejo praticamente todos os eventos mudaram alguma coisa na história, alguns poucos, outros bem mais. Acabei me afeiçoando muito mais com esses personagens por conta disso; confesso até que, se eu tivesse mais disposição, faria um save para casar com vários deles.





Outra coisa em relação a interação de personagens que eu gostei foi que aqui eles adicionaram o botão “greet”. Com um botão, você cumprimenta os personagens ao redor, e fazer essa ação aumenta um pouquinho a amizade com os moradores, sem precisar ter que interagir com eles um por um.


Mas nem tudo são flores- algo que deixou muito a desejar nesse jogo foi pós casamento. O (a) seu(sua) parceiro(a) tem poucas interações após o casamento, e fica a maior parte do tempo cuidando da casa. Tudo bem que provavelmente era assim no original, mas talvez eu tenha ficado mal acostumada com jogos posteriores onde você podia até fazer refeições juntos e tinha diálogos novos nas competições, e como o jogo fez tanta coisa legal nas interações antes do casamento, eu estava sim esperando mais. O filho do casal também me frustrou, porque fiquei sabendo que ele é uma mistura de características físicas do seu personagem com as da de quem você se casou, o que é legal, mas a criança demora demais pra chegar nesse ponto: Eu estou com quase 300 horas nesse jogo e eu não vi ainda essa criança crescida o suficiente para ver essas características.




Um aspecto que pra mim é um 8 ou 80 em relação a interação: Aqui, quando você chega num nível x de amizade com algum personagem, eles possuem um limitador que não permite você avançar na amizade a não ser que você cumpra uma quest. No começo, parece tranquilo, eles não pede coisas difíceis, mas quanto mais amizade você conquista, mais dificeis são essas quests. A parte boa é que algumas quests dão recompensas bem legais, como roupas novas, receitas mais complexas ( e que vão dar mais dinheiro se você fizer), decoração para sua banca no bazar, etc. A parte ruim é que tem quests que são realmente muito chatas de fazer e eu fico me questionando se vale tanto a pena assim fazer amizade com esse NPC 


Mas uma enorme surpresa aqui nesse remake: A volta dos eventos de rivais. Para quem não sabe, em jogos mais antigos de Harvest Moon (acho que desde o de 64), os personagens casáveis já possuiam um “possível par romântico”, que iam interagir entre si. Quando você não casasse com determinado personagem (ou caso você demorasse muito pra casar com eles), eles eventualmente iam se casando entre si, e até teriam filhos. Grand Bazaar de Nintendo DS era o ultimo jogo da franquia que teria resquícios dessa mecânica: os personagens iriam interagir entre si, gerando situações românticas, mas não iriam se casar no final. Aparentemente muitos jogadores não gostavam muito da idéia de rivais, e isso foi tirado para sempre de jogos posteriores. Porém, aqui eles retornam, mas os personagens vão perguntar para você antes se você quer isso ( algo do tipo “ eu to começando a gostar de alguém, será que eu falo pra ele/a? Se você disser que sim, os eventos serão ativados). Eu sou uma granda fã da ideia de rivais, porque me dá a ideia de que aquele mundo, aquela cidade, continua mesmo depois de eu me casar. Os personagens vão seguir em frente sem mim. Apesar de não haver casamento, me deu uma alegria poder ver esse tipo de evento de novo.



A customização desse jogo é bem fofa, e comparada aos outros jogos que saíram da saga no switch, talvez seja uma das melhores. Apesar disso, eu não acho ela a melhor da franquia, e acho a quantidade de opções de cabelo e roupa inferiores comparados aos jogos de 3DS.


Um ponto negativo a ser citado no jogo é o manejamento de itens. Por mais que o jogo permite upgrade na mochila e no seu armazém, sempre estou com a impressão que o espaço nunca é o suficiente. Acontece que cada item do jogo possui uma “qualidade”, e cada qualidade ocupa um espaço diferente. Isso, somado com o fato de que eu adoro acumular itens pra usar depois (principalmente cozinhar), acaba sendo um incômodo. Eu sei que esse problema também está no jogo de DS, mas confesso que eu queria que tivesse como “fundir” esses itens e torná-los de uma qualidade só, como é possivel em outros jogos (principalmente da era 3DS).


Por fim, é comum que em jogos dessa franquia, eu acabe enjoando do jogo por volta do 4º ano, o que é MUITO para esse tipo de jogo. Na verdade, normalmente lá pelo segundo ano você consegue finalizar a história principal, mas acabo jogando mais para completar certas metas ( e porque sou viciada nesse tipo de jogo). Eu estou indo para o 5º ano desse jogo,já começando a diminuir meu ritmo, e é bem provável que eu pare de jogar antes mesmo de completar a meta que eu mais queria (ter o bazar no nivel 99). Apesar disso, foi um jogo que me trouxe uma ótima experiencia, e vou lembrar dele com carinho. 








Extra: Em vários jogos de fazendinha, é comum ter algum personagem que eu (e várias pessoas) gostariam de se casar, mas não estão disponíveis. Cada vez que eu escrever sobre um jogo do gênero, irei citar um personagem assim. O escolhido de hoje é Erik, pai de June



















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