Revisitando Kanto: Nostalgia, mas nem tanto
Introdução
Foi em 1996 que estreava os primeiros jogos de Pokemon- Pokemon Red e Pokémon Green, dando início a uma das maiores franquias da atualidade.O jogo, que contava com 151 monstrinhos para você capturar e colecionar, se passa na região de Kanto. É a única região de Pokémon a compartilhar o nome com uma região real do Japão.
Por serem os primeiros jogos, provavelmente o conceito de “regiões” no mundo pokémon não foi algo a se pensar, por isso, foi apenas nos jogos Gold e Silver que tivemos conhecimento do nome da região dos primeiros jogos, já que a região precisava de um nome para se diferenciar da nova região- Johto, tendo em vista que nessa segunda geração podemos visitar as duas regiões.
Após o lançamento de Red e Green no Japão, é lançado Blue, uma versão atualizada dos jogos. Isso no Japão; aqui no ocidente os jogos vieram como Red e Blue, e já contava com as atualizações do Pokemon Blue. Com o sucesso do anime, é lançado então Pokemon Yellow, com sprites melhorados, referências ao anime (como a Equipe Rocket e time dos personagens) e a possibilidade de interação com o Pikachu, seu inicial.
Em 2004, é lançado no Game Boy Advance os jogos FireRed & LeafGreen, remake dos jogos da primeira geração de Kanto. O jogo atualiza os gráficos e utiliza as mecênicas dos jogos mais recentes da época; ou seja, IVs, EVs, Naturezas, Habilidades, Gênero, Segurar itens, tipos Metal e Sombrio, separação de “Special” para “Special Attack” e “Special Defense”, entre outras mudanças, todas presentes aqui. O jogo conta também com uma área nova, as Ilhas Sevii, que servem como um pós game, podendo capturar Pokémon que não são naturais de Kanto, principalmente os de Johto. Não podemos esquecer também que você agora pode escolher jogar como uma personagem feminina, a Leaf
Em 2018, é lançado para Nintendo Switch os Jogos Let’s Go Pikachu e Let’s Go Eevee, também remake dos jogos da primeira geração, mas mais baseados no Pokémon Yellow. O principal diferencial desses jogos é essa interação com os iniciais- Pikachu e Eevee- podendo interagir com eles fazendo carinho, alimentando, até customizando eles fazendo penteados e colocando roupinhas. Outra mudança significativa é na forma de capturar os monstrinhos- agora, ao encontrar um pokemon selvagem ( que são visíveis nas rotas, novidade na franquia ), você entra direto em uma tela de captura, sem batalhas; similar ao Pokemon GO, e usando o movimento do sou joycon para fazer as capturas.
O jogo remove mecânicas mais recentes como habilidades, segurar itens, ovos, EVs ( substituídos por AVs). A bicicleta é substituída por montarias dos pokemon que você captura, e os HMs são substituídos por Tecnicas Secretas que seu Pikachu/Eevee podem aprender. Além disso, o Pikachu/ Eevee iniciais tem stats alterados e golpes únicos, fazendo com eles sejam muito mais úteis nas batalhas que os Pikachus e Eevees selvagens. Quanto aos pokémon, conta com os 151 pokémon da primeira geração, mas com adição das Alola Forms e dos míticos Meltan e Melmetal. Por fim, o jogo conta com história levemente diferente dos jogos originais, além de contar com novos protagonistas (Chase e Elaine) e rival (Trace)- Mas ainda com o fanservice de ter os personagens antigos (Red, Blue e Green) .
(Pokémon Pokopia, de 2026, também é um jogo que se passa na região de Kanto, mas não falaremos aqui, inicialmente por motivos de não ser um jogo nos moldes da franquia principal, não sendo um RPG de turno, e eu queria me focar neles. Mas a verdade é que dificilmente vou poder encostar nesse jogo por motivos de eu não tenho um Switch 2)
Eu me lembro de criança eu jogar muito Pokémon no GameBoy, e até em emuladores, mas eu não me lembro de coisas especificas, como por exemplo quais pokemon eu costumava usar. Eu tinha favoritos? Como eu jogava? Mas se tem uma coisa que me lembro na primeira geração na época, é que eu não conseguia terminar o jogo, porque nunca me ensinaram a entrar em Saffron. Foi só bem mais velha, quando já existia terceira geração, até quarta, que eu realmente zerei um jogo RGBY pela primeira vez.
Para ser justa com Kanto, eu pensei que o motivo é que eu devo ter jogado tanto que eu acabei “enjoando”; talvez outro motivo é que eu tive a péssima ideia de jogar ele num emulador de celular, e descobri da pior forma que jogar assim em 2025/26 é terrível. Confesso que rejogando no celular, o que eu mais tinha era má vontade. Eu ligava o celular e eu queria fazer qualquer coisa ao invés de jogar.
Quanto as positivas e nostálgicas dos jogos. Quanto aos jogos de Game Boy, gosto dos sprites dos Pokémon. Falo isso tanto dos sprites mais polidos do Pokemon Yellow, como também dos sprites mais…. “feinhos”? “desproporcionais”? Do Red e Blue; que apesar e tudo, acho bem expressivos.
Já nos remakes FRLG, pra mim na época ainda soava muito novidade eu poder jogar como menina (apesar de ser o que, o terceiro jogo que permite isso?), e eu gosto muito do design da Leaf, então eu tenho um carinho por ela; também acho legal poder ter Kanto totalmente colorida, diferente dos jogos de GameBoy que todas as cidades possuiam uma paleta de cor só. Outra coisa que gosto nesse remake é o Vs Seeker, um item que faz você poder enfrentar os NPCs, sem precisar pegar o número deles como é na segunda geração. Isso ajuda muito para treinar os Pokémon, já que eu acho horrivel fazer isso com Pokémon selvgens.
Mas uma coisa que me ajuda na minha “indiferença” com Kanto, é que eu me acostumei demais com o que eu chamo de “mecânicas paralelas”, que foram sendo introduzidas em jogos posteriores. São pequenas coisas nos jogos de pokémon que quebram um pouco o ciclo “batalhar, treinar pokemon, ir pro próximo ginásio”. São várias coisas que eu considero como “mecanica paralela”: Os contests de Hoenn e Sinnoh, o Pokeathlon de HGSS, A Pokéstar de Unova, o Pokéamie de Kalos, Pokepelago e Pokemon Refresh de Alola, entre outros. A falta disso em Kanto (afinal, são os primeiros jogos) faz com que eu sinta uma certa monotonia nesses jogos.
Contudo, recentemente, eu acabei “redescobrindo” minha nostalgia e amor por Kanto. Não estava tanto nos jogos principais, quanto… no Nintendo 64. Foi rejogando os jogos no Nintendo Switch Online que tive minha nostalgia de verdade: Pokémon Snap, Pokemon Puzzle League e Pokémon Stadium. É nesses jogos que acabo tendo lembranças mais queridas. Fiquei até impressionada em como os Pokémon no Stadium eram muito expressivos, se já fiquei encantada em 2026 com isso, imagina quando eu era criança, onde os gráficos do N64 eram o auge do que eu conhecia na época.
E quanto a Pokémon Let’s Go? Bom… a verdade é que eu nunca joguei eles. Talvez seja o único jogo da série principal que eu não joguei. Acontece que quando ele saiu, Eu não tinha um Switch, e quando consegui um, o hype havia baixado e eu não tive vontade de ir atrás de um. Para diminuir mais meu hype, quando joguei a demo, não gostei das mecânicas de captura, principalmente porque eu jogo num Switch Lite. Mas confesso que às vezes tenho vontade de experimentar, mais pela fofura do Pikachu/ Eevee.
Dex de Kanto
A verdade é que meu gosto pelos monstrinhos de Kanto foram moldados aos poucos durante esses 30 anos, muitas vezes até por mudanças que foram acontecendo com a evolução dos jogos (e com meu crescimento). Por exemplo, eu diria que um dos meus favoritos da primeira geração é o Starmie, porque eu gosto de Pokémon Psiquico, mas também porque, por ter um Ataque especial bom, ser rápido, e aprender golpes variados, foi um membro vital para que eu ganhasse a Battle Tower na quarta geração; outro exemplo é que foi em repetidas gameplays que eu percebi como Clefable é um ótimo pokemon, que aprende uma variedade boa de golpes, além de ser um pokemon fofo.
Além disso, muitos pokemon de Kanto ganharam novas formas e mecânicas conforme os anos, e, apesar de ser frustrante a aparente prioridade de Kanto para ganhar tais mimos, eu gosto dessas “reimaginações” e “upgrades” de design deles. Eu amo Alola Raichu, Galarian Rapidash e, pasmem, Mega Starmie.
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Desafio Monotype
O jogo escolhido para o desafio foi LeafGreen. Eu preferi o remake por conta da movimentação mais dinâmica (poder correr faz diferença) e moveset melhor para os pokémon.
Para o Monotype, eu acabei pensando em vários parâmetros para decidir o tipo: Primeiramente, a variedade de Pokémon que tem para aquele tipo. Em Kanto, os tipos com maiores representantes são o tipo Veneno, Voador, Água e Normal.
O segundo parâmetro eu considero a capacidade de usar HMs, principalmente Surf e Fly. eu vou precisar do Surf para atravessar uma parte do mapa, e eu não vivo sem a viagem rápida do Fly. Ficar trocando de pokémon na Box para poder usar esses HMs é bem incoveniente para mim, então eu quero unir o útil ao agradável. Em Kanto, não há quem aprenda Fly para o tipo Veneno e Água, deixando apenas a opção de Voador e Normal
O terceiro parâmetro é a cobertura de tipos, principalmente se existe um personagem importante especialista nesse tipo. Para o tipo voador, o problema maior é não ter cobertura para o tipo elétrico, justo o tipo do terceiro ginásio. Já o tipo normal, a maior fraqueza dele é o tipo lutador, que é facilmente resolvido já que temos uma boa quantidade da combinação Normal/Voador. Então essa foi minha escolha.
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| Illus. Atsushi Furusawa |
Já no começo do jogo, eu capturo um Rattata e um Pidgey. Esses seriam meus “iniciais” . Eu achei que com isso, eu teria muita dificuldades com o Brock, mas eu me surpreendi com o Rattata. Quem diria que Tail Whip seria tão útil para uma batalha? Já Pidgey seriai essencial para o time, já que seria minha principal cobertura para o tipo Lutador
Já a caminho do segundo ginásio, eu queria muito usar Clefable, já que ele ainda não é tipo fada, e pe um pokemon que gosto. Seria uma adição crucial ao time, por ter Ataque Especial alto e acesso a golpes elementais (Thunderbolt, Flamethrower, Ice Beam). Porém, no caminho, acabei também capturando um Jigglypuff. Eu sempre achei Wigglytuff a “irmã mais fraca de Clefable”, mas acabei pegando para poder dividir os golpes especiais. Afinal, para um Monotype, é importante ter uma boa cobertura de golpes, mesmo que seu time inteiro compartilhem um\ mesma tipagem. Nisso eu percebi o quanto eu subestimei Wigglytuff, que é um monstro com Rollout.
Outro pokémon que eu queria muito usar foi Persian. Apesar de não parecer um pokémon muito forte, foi um pokémon importante porque foi para ela que ensinei golpes que não erram, como Faint Attack e Shock Wave, muito úteis já que os personagens desse jogo AMAM usar Minimize e Double Team. Outra coisa importante é que não temos pokemon do tipo Sombrio em Kanto (pelo menos não em FRLG), então ter Faint attack também foi útil na Sabrina.
Já Snorlax foi praticamente o Ás do time. Fora do contexto do monotype, eu já acho Snorlax um dos melhores pokemon desse jogo. Forte e resistente ( mais pra golpes especiais). Também acabou sendo o Pokémon qe recebeu o HM Surf
O útlimo membro do time foi Taurus, que ficou no lugar do Raticate. Ele também serviu para força bruta, já que tinha stats melhores que o Raticate.
Infelizmente eu acabei “dropando” o jogo antes de enfrentar o último ginásio, Mas gostei do time que montei aqui. Um dia ainda terminarei o jogo para poder ver essa equipe subir no Hall da Fama.









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