Revisitando Sinnoh: O meu favorito de todos



Introdução

 No dia 28 de Setembro de 2006, lançava no Japão os jogos Pokémon Diamond & Pearl, marcando não só o lançamento da quarta geração de monstrinhos, como também era de certa forma uma celebração dos 10 anos da franquia. O jogo introduz 107 novos Pokémon e se passa na região de Sinnoh, inspirada na ilha japonesa de Hokkaido. O jogo possui interações com os jogos da terceira geração, podendo transferi-los para a quarta através do Pal Park, mas diferente da conectividade da primeira com a segunda geração, a transferência não possuia volta.


Agora na era DS, os sprites tanto dos personagens quanto dos pokémon agora estavam mais polidos, e os pokémon já possuem animação em Diamond & Pearl, coisa que antes era mais comum em jogos de terceira versão. O mapa agora tinha modelos 3D de casas e outras construções, feitos de forma que mesclam bem com o estilo de arte em pixel. O sistema de dia e noite voltam nessa geração, e a tela de baixo do DS agora possuía o Pokétch, um relógio com várias funcionalidades. Outra novidade é o Underground, um mapa inteiro no subsolo da região, onde você poderia escavar itens e montar sua base secreta.


O DS possuía naturalmente a possibilidade de conexão com outros consoles usando wireless (diferente do GBA, que você precisava usar um acessório a parte), além do sistema Nintendo Wi-Fi Connection, que permitia o console a conectar na internet, facilitando jogadores a se conectar com outros pela internet. Para pokémon, um jogo que sempre incentivou a interação entre jogadores, era algo muito interessante, principalmente com o sistema GTS, onde você poderia facilmente procurar o pokémon que você. 


Os Contests voltam nessa geração, agora como Super contests, que possui 3 fases ao invés de duas: Visual, Dança e Atuação. Os Pokéblocos foram substituídos por Poffins, que precisam ser feitos com um minigame usando a tela de toque do DS. 



2 anos depois, em 13 de Setembro de 2008, estreava no Japão Pokémon Platinum, a terceira versão dos jogos da quarta geração, que possuía melhorias gráficas e de gameplay, com mudanças que incluíam:
  • Pokétch agora possui dois botões para melhor navegação dos aplicativos

  • Wi-fi Plaza, um local onde possuia mini games para jogar online.

  • Uma nova batalha da Fronteira, diferente daquela do Pokémon Emerald, com 5 modos diferentes.

  • A Pokédex regional agora foi ampliada de 150 para 210, arrumando o problema de que pokémon introduzidos nessa geração só eram possíveis de serem obtidos após vencer a liga.

  • Novos Tutores de movimentos espalhados pela região, permitindo novas variedades de golpes para os Pokémon

  • Novas animações para os pokémon, mais especificamente para os sprites de costas.

  • Agora treinadores importantes (como rivais, vilões, Líderes de Ginásio, Elite 4, Campeã e Cérebros da Fronteira) também possuem animações no começo da batalha.

  • Novos sprites de treinadores importantes antes da batalha, os “Vs Sprites”, onde antes era só o sprite deles de batalha, mas esticado.

  • Mudanças nos times dos líderes de Ginásio e Elite 4, para que todos possuam apenas pokémon do tipo especializado, além de mudança de níveis e orem a se enfrentar (Fantina agora é a 3ª Líder, enquanto em DP era a 5ª)

  • Uma nova área relacionada com a história, o Distortion World, um lugar que desafia leis da física e gravidade, onde vive o pokémon Giratina, pokémon capa do jogo.

  • Rematch com os líderes de ginásio, com times novos.





Já em 19 de Novembro de 2021, é lançado mundialmente os jogos Brilliant Diamond e Shining Pearl para Nintendo Switch. Os jogos são remakes de Diamond e Pearl, e são os primeiros jogos da série principal a não serem desenvolvidos pela Game Freak, mas sim pela ILCA.


O jogo se propõe a ser bastante fiel aos jogos originais de DS, excluindo a maioria das funções novas introduzidas no Platinum. Diferente dos outros remakes, ele não possui gráficos ou mecânicas parecidas com o jogo da geração, no caso, na época, Sword & Shield, adotando estilo gráfico próprio, possuindo apenas os 493 Pokémon disponíveis na quarta geração e não possuindo mecânicas especiais como Dynamax. 


Outras novidades incluem:

  • Underground atualizado, agora se chamando Grand Underground. Agora possui pequenas áreas onde você pode encontrar pokémon selvagens, alguns não disponíveis na dex regional, e facilitando o encontro de pokémon mais raros (como Munchlax). 

  • As bases secretas foram substituídas de um lugar personalizável para um local onde você pode colocar estátuas para aumentar a chance de encontro de certos tipos de pokémon.

  • Customização de personagem, porém muito mais limitado comparado com outros jogos pós geração 6 (onde foi introduzida a customização).

  • Apesar de ser fiel a quarta geração, mecânicas recentes de batalha como tipo Fada e Hidden Abilities estão disponíveis

  • Remoção dos HMs, substituídos por um app do Pokétch, onde o personagem chama um Pokémon (mais especificamente entre Bidoof, Bibarel e Staraptor) para ajudar.

  • Rematch com líderes de ginásio e Elite 4 com times diferentes comparados ao Platinum

  • Personagens importantes agora podem ser enfrentados na Battle Tower, com times diferentes até aos do rematch, nem sempre usando pokémon dos seus tipos de especialidade 

  • Pal Park, o local que antes era usado para transferir pokémon do GBA para o DS, foi substituído por Ramanas Park, local onde você pode capturar pokémon lendários.

  •  Pokémon Contest foi reformulado, sendo mais parecido com um jogo de ritmo.




Relembrando os jogos


Diamond & Pearl


Aaaah, quarta geração. Posso dizer com confiança que foi minha geração favorita. Talvez tenha sido a última que eu joguei sem conhecer quase nada dos monstrinhos. Eu tinha acesso a internet e já era viciada nela, mas eu não ficava procurando a dex dos novos pokémon. Mesmo assim, eu conhecia alguns que eu já amava mesmo sem jogar, como Pachirisu, Gallade e Roserade. Quando finalmente peguei meu DS com um R4 com Pokémon Diamond, foi um momento especial para mim. Eu realmente amava aquele jogo. 


Foi mais ou menos nessa minha entrada na quarta geração que eu comecei a não só “jogar pokémon”. Para mim, aquela era uma jornada especial. Foi quando eu comecei a nomear meus pokémon, porque para mim, cada um deles tinha uma personalidade, e foi quando eu criei minha OC, Quarbie, a treinadora. 


Minha OC, Quarbie, com seus 2 principais pokémon

Foi na quarta geração que comecei a ver o anime de Pokémon legendado, não queria esperar o anime dublado. E isso contribuiu muito nessa “virada” de chave de como eu jogava pokémon, porque eu ficava imaginando minha personagem numa jornada como a do anime. Essa minha forma de ver o jogo foi o que reacendeu minha paixão pela franquia de uma forma que se tornou irreversível, porque até hoje eu gosto muito de jogar pensando no que a personagem que eu criei faria, que pokémon ela escolheria (nem sempre eu jogo como “Quarbie”, eu acabei criando outros personagens com o tempo). 

No anime, a saga de DP é uma das minhas mais queridas

Porém, quando falamos do jogo em si, é inegável que, da era DS, é o mais fraco deles. O jogo é cheio de limitações e, quando o Platinum veio, trouxe tanta coisa legal que não valia tanto a pena revisitar DP.


Uma das principais críticas é a dex regional do jogo, com 150 pokémon apenas, pouco se considerarmos as 2 gerações anteriores a ela. Mas o maior problema dela é que tem muito pokémon “cortado” dessa dex regional que é… da própria quarta geração. Acontece que a quarta geração é muito marcada por ter muitas evoluções de pokémon antigos, mas MUITOS deles em DP só estão disponíveis no pós jogo, o que é uma das decisões mais estranhas da franquia, na minha opinião. Pokémon com Gallade, Froslass, Magnezone, e até as novas eeveelutions como Glaceon e Leafeon, sem contar o rotom… todos só disponíveis após vencer a liga, quando a maioria para de jogar o jogo. A “falta de pokémon de fogo” que muita gente reclama em DP é consequência disso, já que o jogo excluiu até Magmortar nessa brincadeira. 


A nível de curiosidade, esses são os pokémon introduzidos na 4ª que não estão disponíveis em DP antes do final do jogo, apenas no pós game.

A dex reduzida acaba refletindo nos personagens do jogo, onde os personagens mais para frente não usam pokémon de sua especialidade de tipo, como Volkner, líder do tipo elétrico, por exemplo, possui metade do time de pokémon que não são elétricos, o Ambipom e Octillery, sem mencionar o infame time do Flint, Elite 4 do tipo fogo, que só 2 dos seus 5 pokémon são realmente do tipo fogo. 


O famoso time do Flint, usuário do tipo fogo. Ou quase isso.

Outra coisa que eu hoje vejo como problema é como as inovações desse jogo parecem bem menores que as dos outros. Eu já ouvi falar de pessoas que já percebiam isso na terceira geração, mas para mim, aqui é mais evidente. Eu percebo que muita coisa que eu gosto nos jogos de Sinnoh, como bases secretas e contests, são coisas que vieram de Hoenn, só um pouco diferentes. Pessoalmente, não me incomoda, já que se eu gosto disso em Hoenn, é legal elas voltando aqui. Mas olhando criticamente, isso não é tão bom assim. 


Olhando isoladamente a Sinnoh de DP, eu não lembro de um mapa incrivelmente memorável como lembro de Hoenn. A novidade é o bioma pantanoso e as montanhas de neve, mas que eles tiveram a terrível ideia de que esses lugares faziam com que a movimentação do personagem, que já era lenta, ficasse ainda mais lenta, fazendo com que seja normal os jogadores lembrarem dessas rotas por motivos errados, de uma forma não muito positiva. Até as cidades eu sinto que elas não tem um design particularmente mais memorável, a não ser detalhes específicos. Elas são sim diferentes entre si, elas possuem casas diferentes, mas mesmo assim, elas me parecem pouco memoráveis, não sei explicar. Para não ser totalmente negativa, acho legal que Canalave, a cidade portuária, tenha uma ponte basculante, que abre quando você faz uma viagem de navio, também gosto das passarelas de vidro que tem em Sunyshore.


Cidade de Canalave

Agora falando de trilha sonora…. Eu tava realmente com receio de falar mal. Acontece que, quando eu estava jogando o SoulSilver,eu acabei ligando meu save de Platinum, e eu não estava gostando da música que tocava ali. Estava acreditando que eu iria achar a trilha sonora desse jogo inferior aos outros e… não é bem verdade, quando eu joguei o jogo todo. No geral, eu acho ela bem relaxante, que é uma coisa que eu gosto demais. Mas tem momentos pontuais que eu acabo preferindo a trilha de outros jogos, especialmente a trilha de surfe e de bicicleta. Também tenho mais favoritismo nos temas das cidades de Hoenn, bem como as dos líderes de ginásio e Elite 4.  Mas em Sinnoh, as músicas de rota, em sua maioria, eu acho bem agradáveis (exceto a da rota 225, que foi a música que eu tinha detestado). Destaque para a da Rota 209 e a da Eterna Forest 



Além disso, eu diria que quase todas as músicas que envolvem a equipe vilã e os lendários da região são muito boas, sem contar a da campeã, Cynthia, que tanto a trilha antes da batalha quanto a da batalha em si são bem memoráveis. Meu destaque aqui também vai para a batalha contra o trio dos lagos, Azelf, Mesprit e Uxie. 



A verdade é que, fora as coisas que acabei de mencionar, eu não tenho muito o que falar dos jogos DP originais, porque não foi muito tempo depois que saiu Pokémon Platinum…. e esse sim é um jogo que tenho coisas para falar.



Platinum


Pokémon Platinum é talvez o jogo mais especial para mim, talvez na vida. Para começar, foi o primeiro jogo que eu comprei o cartucho original, sendo que na maioria das vezes eu jogava em emulador ou R4 da vida. Eu não só comprei o cartucho original, como também comprei ele em pré-venda na Saraiva, aquele que dava de brinde um pôster e uma figure do Giratina forma Origem. 


Figure do Giratina que veio de brinde na pré-venda

Por ser meu primeiro jogo original que comprei com meu dinheirinho (dinheiro que não foi pouco), eu tinha decidido que eu ia cuidar muito bem dele, não só isso, que eu ia aproveitar esse jogo o MÁXIMO o que eu podia. Esse é um hábito que eu passei a ter com todos os jogos de pokémon que eu iria ter no futuro ( e talvez com o tempo eu comece a achar essa ideia um pouco errada da minha parte). Então pode ter certeza que eu joguei esse jogo. 


Acho que uma forma de começar a falar da minha experiência desse jogo é a ideia do “Trainer Card Level”. Para quem não sabe, desde a terceira geração, os jogos possuem uma característica no cartão de treinador que é o fato que ele possui níveis, sendo marcados por estrelas e/ou a mudança da cor dele. Em DPPt, você pode subir no máximo até a quinta estrela (Trainer Card preto). Para conseguir cada estrela, você precisa atingir certos objetivos no jogo. Por isso, vou dividir esse texto em mais partes para falar de cada estrela, e aproveitar pra falar de características do jogo que eu gosto tanto.


Meu trainer card preto


Primeira Estrela: Trainer card Azul


A Primeira estrela do jogo é a mais fácil: você precisa completar a história do jogo, ou seja, Enfrentar os ginásios, vencer a equipe vilã, vencer a Elite Quatro e, por fim, vencer a campeã, Cynthia. Então é disso que vamos falar aqui.


A história de Sinnoh é muito sobre a mitologia da região, que é sobre a criação do universo. Arceus criou o lendário Dialga para controlar o tempo, Palkia para controlar o espaço, e Giratina para controlar a antimatéria. Giratina, por conta de sua natureza violenta, acaba sendo banido para o Distortion World, uma dimensão paralela. O plano da equipe vilã, Team Galactic (Equipe Galática) é justamente ter controle de Dialga e Palkia para destruir o universo e criar um novo. Cyrus, lider da equipe galática, ao conseguir controlar Dialga e Palkia, acaba invocando também Giratina, que leva Cyrus para o Distortion World. 


Quando mais nova, eu sempre tomava um jumpscare nessa cena

Distortion World é um dos lugares novidade aqui, onde você precisa resolver puzzles e explorar essa área que desafia as leis da física, onde você pode andar pelas paredes e as cachoeiras sobem ao invés de descer. Lembro como foi legal explorar essa área pela primeira vez, uma pena que, se você tentar voltar para lá, só vai ser uma versão resumida do lugar, não podendo explorar como da primeira vez.


arte do distortion world, onde os lendários dos lagos te ajudam com puzzles

Fora a história da equipe vilã, temos os líderes de ginásio, a elite e a campeã. Foi na quarta geração que eu passei a gostar muito dos personagens humanos dos jogos de pokémon. Isso não foi só influência do anime (que, por sinal, apresentou quase todos eles), mas também porque com o acesso à internet, eu consumia muita fan art desses personagens, principalmente de japoneses.


Então, pra mim, esses personagens com pouquíssimos diálogos na verdade pareciam personagens extremamente carismáticos, num ponto que hoje, anos depois, eu acabo estranhando quando falam que os personagens de Sinnoh são “esquecíveis” (apenas lembrando da campeã Cynthia e da protagonista Dawn), depois percebendo que era eu que tinha me apegado até demais a eles. Eu sei que hoje temos personagens muito mais complexos e coloridos hoje, mas eu ainda tenho muito carinho pelos personagens de Sinnoh, tanto dos líderes de ginásio, quanto da Elite 4, a campeã e até de personagens que poucos lembram, como os “Stat Trainers”, personagens que te acompanham em certos trechos do jogo, como a Cheryl na Eterna Forest e Riley na Iron Island. 


No anime, foi uma das poucas sagas que mostrou a maioria dos personagens dos jogos de DPPt, incluindo a Elite 4, que até então raramente o anime mostrava.

Aliás, Pokémon Platinum adiciona novos personagens, como o Charon, cientista da equipe galática, que eu sinceramente acho bastante apagado na história, principalmente por não ter batalha, Looker, o agente da polícia internacional, tão icônico que aparece em vários jogos seguintes, sem falar dos cérebros da batalha da fronteira, que peguei carinho pela maioria (apesar de ter um leve ranço pelo Thorton, mas falarei dele depois) 


Personagens novos, Charon e Looker

Ainda falando em personagens, esse jogo tem o que mais amo: Rematches! Uma vez por dia, tem uma casinha na Survival area (área desbloqueada após zerar o jogo) onde 3 personagens aleatórios aparecem para você enfrentar, podendo ser líderes de ginásio ou um stat trainer. Cada um usa um time de 5 pokémon com níveis aumentados. Além disso, temos os rematch com o Rival do lado de fora nos finais de semana, que também existia no DP, mas no Platinum ele possui o time com o nível mais alto do jogo, com o inicial no nível 85


Indo pro bar batalhar com os parças

Além disso, o jogo ainda te dá uma mansão no pós game (E o dono antigo da mansão é um certo jovem ricaço de Hoenn, hm….), onde você pode comprar mobílias caríssimas, e quanto mais você colocar, mais personagens podem aparecer para te visitar na casa, aumentando a interação entre eles. É bobo, mas eu realmente, realmente amava aquelas interações, a ponto de na época eu visitar aquela casa todo dia pra ver as interações. É lá também que ficam os troféus para quando você consegue vencer um certo número de batalhas na Battle Tower.


A casa toda mobiliada com a pequena fortuna acumulada após fazer rematch na liga pela centésima vez

Também vou aproveitar aqui para falar do mapa da região. Tudo bem que eu falei mal dele lá em cima, quando falei de DP originais, mas eu preciso também mencionar que houve pequenas (porém algumas bem significativas) na estética de algumas coisas no mapa. Por exemplo, é possivel agora ver em algumas rotas traços de neve, indicando uma das principais características da região que é seu clima mais frio, e que lá neva. A Eterna Forest merece destaque também, agora colocaram efeitos para deixá-la mais escura, por conta das sombras das árvores, com partes com clarões de luz, que seriam regiões entre essas árvores, onde não haveria sombra. Ficou bem legal, e muda completamente a ambientação do local. Outro destaque são as cavernas da região: Agora, o Monte Coronet (principal montanha da região) possui uma coloração mais azulada; já o Montanha Stark (Montanha Dura, no Brasil) agora possui lava e a colocação é um marrom mais escuro do lado de fora, e por dentro mistura esse tom mais escuro com detalhes em vermelho; afinal, estamos falando de uma área vulcânica.


Comparação Eterna Forest: DP (Esquerda) e Platinum (Direita)
Comparação Stark Mountain: em DP (Esquerda) e Platinum ( Direita)

Não só os exteriores mudaram, áreas internas também. Meu destaque vai para as duas bases da equipe galática, que vai de um prédio genérico para um com uma decoração com uma temática mais espacial; além disso, alguns ginásios mudaram suas puzzles, como o da Gardenia, que antes era uma floresta para achar treinadoras escondidas, agora é um relógio gigante de flor; e o da Fantina, que antes era um teste de matemática e agora é uma puzzle de achar simbolos usando uma lanterna, já que a sala agora está escura. 


Comapração Ginásio de Eterna: DP ( Esquerda) e Platinum (Direita)


Segunda estrela: Trainer card Bronze


A segunda estrela do jogo consiste em completar a National Pokédex do jogo, excluindo os míticos, além de Lugia e Ho-oh (que na época eram impossíveis de se conseguir sem ser por evento).


Pokémon Platinum foi o primeiro jogo da franquia em que criei o hábito de completar a Pokédex. Com a adição da conexão online, do GTS, e de alguns amigos, eu consegui fazer as trocas necessárias para completar a pokédex, tendo meu primeiro diploma. Depois disso, eu costumo completar a Pokédex de todos os jogos de pokémon que tenho.


Meu diploma ao completar a Pokédex de Platinum

Mas é claro que eu não me limitei a fazer o básico de ter só os pokémon necessários para completar a dex. Eu queria todos os 493. Por sorte, quase consegui isso.


Platinum foi o primeiro jogo que consegui participar dos eventos de pokémon míticos, por serem distribuídos via internet, então eu fiz o evento do Shaymin e Darkrai,podendo capturar eles da forma que eu quisesse. Em jogos futuros, no caso HeartGold, também teve vários eventos que distribuiam míticos que eu transferi para o Platinum e teve…. o Pokémon Ranger


Evento Oak's Letter, que desbloqueia o Shaymin no jogo

Pokémon Ranger é um spin off de pokémon que saiu para o DS, e nele você podia pegar certos pokémon míticos por evento e transferi-los para seus jogos principais, como é o caso de Manaphy e Deoxys.


Evento de Deoxys em Pokémon Ranger: Guardian Signs

O único pokémon que eu não tenho na minha dex é o Celebi, que se não me engano nunca foi distribuído pros jogos da quarta geração por wi-fi, sempre em lojas físicas. Mas acho que em 2026 eu tenho direito de, sei lá, fazer aparecer um Celebi de um evento vindo de uma Fnac norte americana lá de 2011 e transferir ele pro meu cartucho original. 


Imagem de divulgação do evento de distribuição do Celebi


Terceira estrela: Trainer card Prata


A terceira estrela do jogo consiste em ganhar no Master Rank pelo menos uma vez em qualquer categoria do pokémon contest.


Quanto aos contests, eu era fascinada por eles, muito por conta do anime, porque eu amava a saga da Dawn, ela ainda hoje é minha personagem favorita do anime. Por mais que no jogo, eu precisaria fazer apenas uma das 5 categorias do contest, eu queria fazer um time completo só para contests, um pokémon para cada categoria, e fazer deles campeões de cada categoria. E eu ficava imaginando eu sendo uma competidora dos contests igual do anime, fazendo combinações legais de golpes.


Eu gostava muito do arco da Dawn no anime, principalmente seus rivais. Tinham bastante combinações criativas.

Mas mecanicamente falando, os Contests de Sinnoh são mais complexos que os de Hoenn. Para começar, eles possuem 3 fases: Visual, Dança e Atuação.


Para o visual, talvez seja um pouco mais complicado, porque se você for mesmo decorar a tabela, você pode ficar louco. Essa etapa consiste em encher seu pokémon com acessórios (que você vai ganhando com o jogo), e isso + condições que você upou (com os poffins) é o que conta para você ganhar muitos pontos nessa categoria. Nisso de subir condições é muito mais tranquilo no Platinum, porque na loja de Veilstone já vende poffins que são o suficiente para maximizar uma condição de contest do seu pokémon. Além disso, há itens que podem aumentar essa pontuação. 

Mas aí vem os acessórios, que também contam pontos. Acontece que são muitos acessórios, e a cada contest é sorteado um tema. São 12 temas, onde cada acessório possui uma pontuação para cada tema. Eu lembro de quando adolescente eu anotei num caderno essa tabela de acessórios, e hoje olhando pra ela, eu acho loucura tentar memorizar isso, então provavelmente eu vou aceitar meu destino de perder esses pontos extras. Mas foi só escrevendo esse texto que descobri que a pontuação dos acessórios corresponde a menos de 10% da pontuação total. 


Não dava tempo de colocar os acessórios de um jeito legal, só enfia o máximo que dá em cima do bicho e bora

A segunda fase é na verdade bem simples, é a fase da dança. Basicamente, um jogo de ritmo com aquele brinquedo “Genius”. O pokémon dos outros participantes escolhem alguns comandos com cores, e você tem que repetir na ordem e no ritmo certo. Nada muito complicado, eram só uns 3 ou 4 comandos para memorizar. Quando for sua vez, você só escolhe a ordem que preferir.


Dá pra chamar isso de dança?

A terceira e última fase, que é a fase de atuação, que em teoria é semelhante a fase de apresentação dos jogos de Hoenn. Você escolhe o golpe do seu pokémon e o juiz dá a pontuação, e você pode usar os golpes para atrapalhar o desempenho do adversário. A novidade aqui é que agora são 3 juízes, e você sempre vai ter que escolher um para avaliar o movimento: Keira, Jordan e Dexter, o principal. Aí que as coisas complicam mais, porque quanto mais participantes apresentam pro mesmo juíz, menos pontos extras eles vão dar. 

Ao mesmo tempo, ao completar a barra de entusiasmo dos juízes, eles te dão mais pontos. Mas cada juíz tem sua barra, e Keira e Jordan vão te dar 5 pontos, enquanto Dexter te dá 8. Então fica a pergunta: Você vai focar no Dexter pra tentar conseguir os 8 pontos, com o risco de perder pontos extras por conta que todos vão ir no Dexter, e assim até correr o risco de outro ganhar esses 8 pontos antes, ou você vai na Keira ou no Jordan para tentar garantir mais pontos extras em cada turno?

Além disso, o jogo possui bem menos combos de golpes que nos jogos de Hoenn.


Para mim, essa fase é a que faz eu gostar dos contests, o cerne da feature. Seria uma  se acabassem com ela......

Mas eu tenho boas memórias dessa bagunça. Quanto ao meu time, eu tinha conseguido o Master Rank em quase todo ele. Mas como eu era muito de querer criar personagens e eles terem personalidade, eu era uma pessoa que queria ser “disruptiva” e quis colocar uma Lopunny na categoria “Smart”, diferente do padrão que seria “Cute” ou “Cool”. Acontece que, pra contest, assim como em batalhas, existe sim pokémon que é mais apto para certas categorias que outros. Lopunny não é um pokémon que é bom para essa categoria, visto que ele aprende muitos poucos golpes “Smart”, comparados com “Cute” e “Cool”, e ter um moveset bom também conta para os contests. Eles precisam ter uma sinergia e bônus legais. Então somente a Lopunny nunca conseguiu o Master Rank dela. Talvez eu devesse ter colocado uma Gardevoir no lugar.


Eu gosto muito, MUITO da saga do Grande Festival de Sinnoh. E a Lopunny do Nando deu um show, me fez amar esse pokémon ainda mais.



Quarta estrela: Trainer card Dourado


A Quarta estrela do trainer card consiste em capturar 50 bandeirinhas no Underground e ter a “bandeira platina”.


O Underground é um minigame que eu sou viciada, apesar de bastante repetitivo. É um local no subsolo de Sinnoh onde você pode escavar diversos itens, a maioria sendo “spheres”, itens que você pode trocar por armadilhas e itens para sua base secreta. Mas também você pode coletar itens que podem ser úteis na sua jornada, como pedras evolutivas, fósseis, itens raros para vender, shards para usar no move tutor e Heart Scale, usado para relembrar movimentos. 


Artwork do Underground, incluindo a mecânica de esscavação, as armadilhas e até o buraco onde fica a base secreta

No Underground, também há várias armadilhas, boa parte delas tendo que usar funções exclusivas do DS, como soprar folhas com o microfone , estourar bolhas com o touch screen, além de outras como inverter os comandos de andar do personagem.


As bases secretas voltam aqui, e você pode decorar ela assim como em Hoenn, mas você precisa acumular pontos de bandeira para conseguir colocar mais coisas. E é aí que entra o requisito para conseguir a nossa quarta estrela


Minha humilde base secreta. Eu não lembrava, mas a capacidade máxima de itens permitidos era beeem limitada, considerando o espaço. 10 itens no começo, 15 ao conseguir subir o rank da sua bandeira.

Esse jogo também possui uma brincadeira que consiste em você conectar localmente com um amigo e cada um tem que tentar roubar a bandeira do outro na base secreta dele e voltar para a sua. É para isso que servem as armadilhas, por exemplo, e é assim que se consegue uma estrela do Trainer Card. Mas, como disse, essa função era apenas localmente, e infelizmente eu sou uma jogadora solitária. 


Então confesso que essa estrela foi coletada de forma que não me orgulho: quando eu peguei essa estrela, já existia o 3DS, então conectei meu Platinum no 3DS com um outro save de Diamond/ Platinum (não lembro) de R4 e…. roubei minhas próprias bandeirinhas. Triste. Mas tenho minha estrela.


Quinta estrela: Trainer card Preto


A última estrela é a que considero a mais difícil: Completar 100 batalhas na Battle Tower


Pokémon Platinum foi um jogo que me fez reaprender a jogar pokémon. Foi quando tive interesse em “competitivo”, ou pelo menos, batalhar de forma mais estratégica, ao invés de só colocar 4 golpes de dano do mesmo tipo nos pokémon. Foi quando descobri que existem sim pokémon que são mais fortes que outros (Mas com os anos descobri que dá sim pra usar o pokémon que você gosta mesmo ele sendo uma porcaria. É possível que, se eu pesquisar agora, deve ter gente que terminou algum jogo de pokémon usando apenas Unowns.)  


Foi na quarta geração que aprendi sobre a importância do pokémon segurar itens, como Focus Sash

Então foi quando eu descobri sobre coisas como Naturezas, EVs e Habilidades (ainda não entendia IVs), e eu fiz questão de treinar todos os pokémon do meu time com EVs certos e brincava com eles na Batalha da Fronteira. Era meu primeiro contato com esse modo de jogo, já que não joguei ela em Hoenn. Aqui, não havia “medalhas”, mas sim “estampas”, a primeira em preto e branco e a segunda colorida. Mesmo sendo a mais “fácil”, mesmo na época eu sentia orgulho quando conseguia a estampa em preto e branco.


Mas, como disse anteriormente, a estrela não ganha por ganhar a batalha da Fronteira. É ganhar 100 batalhas da Battle Tower apenas. E talvez quem começou pokémon depois ou nunca jogou esse modo não saiba, mas é uma jornada LONGA. Eu não iria precisar do meu time que eu treinei com carinho na minha jornada. Não, não. Eu precisava de CAMPEÕES. São 100 batalhas, um erro e você começava do zero. Era bem frustrante, talvez tanto quanto fazer shiny hunt sem Shiny Charm.


E é por isso que a última estrela desse trainer card foi deixada de lado por muitos anos. Eu não era capaz de conseguir… naquele momento. Mas ela foi conquistada, sim. Cerca de 10 anos depois, lá pra 2018 ou 2019, eu decidi aceitar o desafio. Eu estava mais experiente nesse modo, principalmente por causa do meu vício na Battle Tree, de Sun/Moon, então eu tentei. O que era frustrante nesse modo na quarta geração, é que os personagens não tinham medo de usar golpes “OHKO” como Sheer Cold e Guillotine. E o pior: eles acertavam. A cada batalha, era cada vez mais desafiador. Mas eu consegui achar meu time ideal: Starmie, Garchomp e Scizor. Com esses 3, além de muitas horas de batalhas, consegui o Trainer Card Preto que eu tanto almejava desde adolescente.


Em gerações passadas, como é o caso de Platinum, as batalhas da Torre eram sets de 7 batalhas consecutivas. Então a conta não exatamente fechava em 100, mas sim em 105. Talvez desse pra desistir na 101 pra pegar a estrela? Talvez. Mas eu não quis correr esse risco, não.

Além disso, depois desse sufoco, decidi que eu queria sim pegar os outros emblemas da batalha da Fronteira, que eram menos difíceis já que eram apenas 49 batalhas, não 100 (menos a Argenta, o dela era 170, mas as batalhas eram 1x1). Eu consegui quase todas elas…. menos o Thorton, da Battle Factory. Nesse modo, você não pode usar pokémon que você mesmo treinou, apenas pokémon emprestados, Eu sou péssima nesse modo, nunca consegui nem o emblema de prata. Para sempre terei esse buraco na minha coleção por causa do Thorton. Obrigada, Thorton.


Para sempre esse buraco no meu Vs. Record. Talvez um dia eu ainda tente preenchê-lo.

Para finalizar a batalha da fronteira, preciso destacar a trilha sonora de batalha dos cérebros da fronteira, que eu adoro.






Brilliant Diamond & Shining Pearl


Chegamos talvez na parte mais polêmica do texto. Se eu ganhasse uma moeda para cada vez que um jogo muito importante da minha vida ganhasse um remake de qualidade questionável, eu teria duas moedas. O que não é muito, mas estranho ter acontecido duas vezes. (O outro jogo é Story of Seasons: Friends of Mineral Town)

Brilliant Diamond & Shining Pearl, ou BDSP, é talvez o jogo mais… infame da franquia. Acontece que ele foi a primeiro a ser terceirizado para outra empresa, que recentemente com vazamentos, foi dito que nem era pra ter existido, foi encomendado de última hora.


Story of Seasons: Friends of Mineral Town é outro remake que usa o estilo "Chibi" nos seus personagens, além dos gráficos não usarem o máximo do potencial dos consoles da época. Mesmo assim, eu amo o jogo, apesar de preferir o original em muitos aspectos. No fim, com BDSP é parecido.

A questão é que esse jogo é um remake fiel ao jogo original, Diamond & Pearl… fiel até demais. O jogo não possuía nenhuma das melhorias do Platinum. Não tinha as melhorias no design dos mapas, não tinha os 60 pokémon a mais da dex regional, não tinha a história com o Distortion World, não tinha os move tutors, nada disso. É um jogo tão fiel que até os bugs do Diamond e Pearl retornam ao remake. 


Quando o jogo saiu, ele estava lotado de bugs, alguns extremamente parecidos com os de DP originais, fazendo com que você conseguisse acessar lugares no mapa que não estavam dispoíveis legalmente, como as áres para pegar Shaymin e Darkrai. Também dava pra fazer isso nas primeiras cópias japonesas do jogo de DS.

A fidelidade é tanta que o jogo não parece ter uma direção de arte, por exemplo. Ainda assim, tem detalhes de luz e sombra que acho bonito, assim como a água do mar, por exemplo, mas isso não parece mérito nenhum, parece sei lá, um pacote de texturas comprado ou algo do tipo (pacote esse que a Game Freak não tem, porque depois de BDSP, a Game Freak só fez jogo com água feia).


Além disso, o jogo faz jus ao nome “Brilliant” e “Shining”, porque o jogo é bem… brilhante. Eu percebi que tinha coisas ali que brilhavam de um jeito que não precisava brilhar tanto, como as flores e até cadeiras. Isso sem contar nos pisos do centro pokémon e de alguns lugares, que refletem que é uma beleza, o enceramento do chão está em dia. Em certas áreas (como cavernas e a Eterna Forest) , o jogo também tem um blur, um borrão na área em volta da personagem que me dão um incômodo.


POR QUE AS FLORES PARECEM BRILHAR NO ESCURO???


O piso está bem limpo, encerado e, principalmente, brilhante. Ou seria Brilliant?

Mas aí vem a parte polêmica, algo que eu sempre tenho receio de falar em público porque ser um crime: Eu não odeio esse jogo. Porque, apesar de tudo, ainda é essencialmente o jogo que eu tanto amei a vida toda. Claro que eu sempre vou amar mais o Platinum, mas, para a época que esse jogo foi lançado, eu não odiei jogar essa versão esquisita, que me parece superior a Diamond & Pearl, mas ainda inferior a Platinum.


Tem escolhas do jogo que eu não odeio. Por exemplo, com os personagens humanos, a escolha de usar modelos chibi no mapa, mas usar modelos “grandes” em batalhas, não é algo que me incomoda de jeito nenhum. Mas acho que os chibis poderiam ser mais expressivos, no caso na animação deles, que acho muito “dura”. O modelo chibi que tem mais animação, não ironicamente, é o do Cyrus, e parece que nos créditos dá pra ver alguns modelos fazendo mais poses, que bem que poderiam estar no jogo principal, né.

Quanto aos modelos grandes, eu gosto muito de como eles possuem animações legais, mas acho que os modelos em si poderiam ser mais polidos, eu acho uma boa parte deles meio feios, principalmente na coloração de alguns. 


Cyrus é um dos poucos, se não o único personagem que o modelo chibi expressa de diferentes formas com a animação do corpo. Outros personagens no máximo mudam a expressão facial

Já os modelos grandes eu acho bem expressivos, mas isso era o mínimo que eu esperava desse remake. Não fez mais que a obrigação.

O jogo possui a função que um Pokémon do seu time da sua escolha pode te seguir pelo mapa. E essa é uma função que eu fico em um “8 ou 80” (apesar de maioria ter fico no "8", mesmo, e com razão.), porque, de fato, muito dos pokémon tem animações zoadas, e se o pokémon é grande ele te atrapalha muito na movimentação, além de alguns serem muito, muito lentos. Mas ao mesmo tempo, eu fico feliz sim quando vejo meu Gallade me seguindo,porque eu sou uma pessoa simples que fica feliz com o pokémon favorito na tela. Mas bem que eles também poderiam ser chibis, para combinar com os personagens do mapa. 


A função de seguir ficou mal implementada, mas... mas... É O GALLADE!!!

Indo para o mapa do jogo, é uma coisa que me deixa triste, justamente pela fidelidade e a possivel falta de liberdade criativa. Começando com os modelos de grama, que alguns eu acho OK, mas muitos eu acho que ajuda muito a deixar o jogo bem feio. Além disso, a repetição dos modelos de árvore um do lado do outro (que era comum nos jogos da época do Pixel art) é algo que fica muito, muito feio traduzido para a nova era 3D. É algo que foi abolido na sexta geração, e até no ORAS não existe isso. 


Ver os interiores de certos lugares do jogo me lembra como DP era um jogo meio morno, principalmente com design de interiores. Rever a versão original do ginásio da Gardenia  e Fantina, o interior xoxo das bases da equipe Galática e as salas dos Elite 4 serem só  a mesma sala com diferentes cores são alguns exemplos.

Mas a coisa que definitivamente me deixa muito, muito triste com tudo isso é que, caso não saibam, foi lançado um ArtBook para esses remakes. você consegue achar alguns conteúdos dele pela internet. E nesse ArtBook existem artes conceituais dos locais de Sinnoh… e eles são LINDOS. É coisa de encher os olhos. Mas essa beleza não foi transposta nos remakes, porque tudo tinha que ser estritamente fiel aos jogos de DS.


Cidade de Eterna no jogo...
Vs. Cidade de Eterna nas artes conceituais de BDSP

Mas, por outro lado, eu acho que posso falar que acho os fundos de batalha bem legais. Eu gostei demais como ficaram a maioria deles, os ginásios, as rotas. Fico imaginando como seria se o mapa fora das batalhas fosse tão legal quanto esses fundos. A única crítica é nas batalhas feitas em cidades e dentro de certos lugares, principalmente muitas das batalhas contra o rival, onde o fundo fica um laranja meio chapado horrível, só com o piso ficando a mostra.


Fundos como o dos ginásios eu achei que ficaram bem legais

Em contrapartida, alguns fundos são bem, bem sem graça, pra não dizer feios.

Continuando com o mapa, mas indo para outro lugar: O Underground. Talvez se houve algum tipo de liberdade criativa nesse remake, ele fica no Underground, agora chamado Grand Underground. A parte de escavar por itens continua a mesma, mas a novidade é que agora há varias áreas no jogo chamadas “Pokémon Hideways” ( Esconderijos Pokémon), onde você pode entrar e encontrar pokémon selvagens lá, além de itens bem legais. Já quando desbloqueei essa função no jogo, eu já tinha conseguido TMs bem interessantes (como o X Scissor). Além disso, eu digo que eu acho essas áreas muito mais bonitas que o mapa da superfície, além dos fundos de batalhas lá serem muito legais também.


Esteticamente falando, eu acho os esconderijos do Undeground MUITO LEGAIS, tanto em batalha quanto fora.

Sobre os Pokémon selvagens, eu acho muito interessante que eles sobem de nível e aparecem mais variedades quanto mais insígnias e “HMs” você consegue no jogo, virando também um lugar interessante para se treinar. Além disso, há alguns pokémon presentes lá que são mais raros na superfície (como Munchlax), e alguns que não estão presentes no jogo antes do pós game. A minha crítica aqui é que esses pokémon que não estão presentes na superfície, como Ralts, Togepi, Elekid, Magnemite, Magby e etc, são justamente pokémon que estão presentes na dex regional do Pokémon Platinum. Apesar de ser legal que o remake dê a opção de poder capturar esses pokémon no underground, essa opção não seria necessária se o jogo tivesse usado como base o Platinum, e não DP. Além disso, alguns pokémon estão presentes, como Gligar, mas não há a opção de evoluir eles antes do final do jogo. Eu, por exemplo, só pude ter o Gliscor porque hoje em dia com Pokémon Home, eu pude transferir o pokémon para outro jogo que dava pra evoluir, como Legends Arceus e Scarlet/Violet.


Ainda sobre o Underground, as bases secretas não existem mais, pelo menos não como conhecemos. Diferente de Hoenn e no DPPt originais, você não usa elas para decorar uma casinha, mas agora é um espaço onde você pode colocar estátuas que você consegue minerando. Essas estátuas servem para aumentar as chances de você encontrar um pokémon do tipo que você quiser. Eu lembro de usar isso sim para ajudar a completar a pokédex, mas confesso que eu sinto falta da decoração de interiores bonitinha. 


Minha customização de casinha está MORTA.

Indo agora para os personagens, diferente dos outros remakes, nenhum deles teve redesign, com exceção de uma, o que é irônico: Jasmine, a líder de ginásio de Johto, aparece nesse jogo com uma roupa diferente do habitual. Mas indo para as batalhas, que é algo que gosto, o time deles ainda é o mesmo de DP originais, o que por um lado é ruim porque eu não gosto da limitação causada pela dex dos originais, como mencionei lá em cima. Mas por outro lado, esse jogo trouxe algo que é raro na franquia: os personagens importantes, como rival, líderes de ginásio, líder da equipe vilã, elite 4 e campeões, todos usam pokémon com Naturezas boas, treino de EVs e itens que os favorecem. Isso não é exclusividade desse jogo, os jogos de Alola também possuíam essa característica. Claro, também, que esses EVs dos personagens não são maximizados desde o começo, eles vão aumentando conforme você progride no jogo. Como nesse jogo, subir de nível é muito mais fácil, talvez muitos nem percebam essa características na maior parte do jogo…. mas percebem no final. 


Nos jogos originais, havia essa questão que a curva de nível entre o último ginásio e a elite 4 era bem alta, coisa que foi ajustada no Platinum. Isso não era exclusividade da quarta geração, lembro da segunda e terceira geração também terem isso. Mas isso se manteve nesses remakes. Com a facilidade do ganho de níveis, provavelmente para a maioria, a curva de nível seja bem menos sentida que nos jogos originais. Mas aí vem uma coisa que fez BDSP ficar conhecido: Aqui, o time todo da Elite 4 possuem pokémon mais, como alguns dizem, “competitivos”. Esses sim, Possuem os EVs maximizados de 252 em 2 stats, IVs perfeitos, Naturezas favoráveis, e todos os pokémon seguram itens. Isso faz com que seja uma liga mais desafiadora que o normal. Eu não acho absurda de difícil, mas certamente é uma liga que pode te dar muito trabalho se você só usa pokémon com golpe de dano super poderosos. Meu destaque vai para o Drifblim do Flint, que não possui um único golpe de dano, e prefere vencer no cansaço. Ele te queima, diminui seu ataque, usa minimize pra você não acertar ele, pra no fim, usar baton pass e passar os aumentos de evasiva para outro pokémon. Ou você elimina esse balão com um golpe, ou você pense em outra forma de derrotar esse bicho. 


Para mim, esse pokémon consegue ser mais perigoso que o Garchomp da Cynthia, mesmo não dando dano direto algum aos meus pokémon. O dano dele é só psicológico.

Isso sem esquecer de mencionar da Campeã, Cynthia, que causou muitos "traumas" em muitas crianças lá na época da quarta geração, agora com o time com EVs e golpes diferentes, tendo mais coberturas de tipo. E não pense que agora com o tipo fada, o Garchomp dela ficou mais fácil. Ela também vai ter cobertura para esse tipo. 

Rainha de Sinnoh, ao mesmo tempo o motivo pelo qual eu sempre carrego comigo um golpe de tipo gelo no meu time, caso não um pokémon de gelo.

Para quem não sabe, quando se trata em dificuldade em pokémon, eu sou um tipo de “meio termo”: Eu não sou a que faz o desafio para deixar meu jogo absurdamente mais dificil ( tipo “Pokémon Nuzlocke mas eu não posso evoluir pokémon”), mas também não gosto quando o jogo subestima a capacidade do jogador e deixa ele fácil demais. Então pra mim, essa aspecto de BDSP é um deleite para mim. É uma pena que, sem home, o jogo limita muito os pokémon que posso usar, mas é um jogo que eu gosto muito nesse aspecto do nível de dificuldade.


E acham que esse aspecto acabou só na Elite: Não acabou, não. Porque esse jogo tem o que eu mais amo na vida: REMATCHES! Assim como em Platinum, você pode enfrentar de novo os líderes de ginásio, mas aqui com time completo de 6, diferente de 5 no DS. E eles usam a mesma lógica da Elite 4: EVs, IVs, Naturezas, itens. Alguns são bem desafiadores, e acho muito legal como praticamente metade desses líderes usufruem de time de clima. Meu destaque vai pro Volkner, que, apesar de ser um líder elétrico, resolve começar com Pelipper, que chama chuva. Acontece que ele usa isso porque quase todos os seus pokémon usam Thunder, que não erra na chuva. 


Exemplos de times no Rematch de BDSP


Diferente do Platinum, aqui a Elite 4 também possui rematches, com 2 variantes de time. No primeiro rematch, eles usam os times que usavam em Pokémon Platinum, o que eu particularmente acho um fanservice bem legal. Mas o segundo time de rematch é um novo time, também de 6 Pokémon, alguns só adicionando um pokémon novo ( que é o caso do Lucian e Aaron, por exemplo), outros tendo mais mudanças (Bertha e Flint). Até a campeã Cynthia também teve uma leve modificada no time, trocando Roserade por Porygon Z.


Aaron, no Rematch, agora possui um Flygon, que não é tipo inseto, assim como Drapion. Apesar disso, ambos tem inseto como "Egg Group". Em defesa dele, se Lance pode usar "pokémon que parece dragão, mas não é tipo dragão", como Charizard, Gyarados e Aerodactyl, Aaron pode usar a libélula dragão. Eu deixo.

Outra coisa que provavelmente é irrelevante para muitos, mas que eu também amo, é que todos esses personagens usam sticker/ adesivos nas Pokébolas. Eu acho que até agora eu nem sequer mencionei essa função, que existe desde DP: Você pode colocar adesivos nas pokébolas, que é customizável e faz com que o pokémon saia da pokébola com efeitos especiais. Isso foi bastante usado no anime, por exemplo, principalmente nos contests da Dawn. Nos jogos originais, eu lembro de bom poucos personagens usarem isso, e usar você mesmo era legal, mas era bastante limitador você não poder colocar o pokémon na box com esses adesivos. Não só isso foi arrumado no remake, como o jogo mesmo até disponibiliza a lista de adesivos que os personagens usam se você quiser copiar.


Enchi a animação do meu Gallade com estrelinhas e purpurina SIM. SE O JOGO SE CHAMA BRILLIANT DIAMOND, MEU POKÉMON VAI BRILHAR.

O que me lembra do próximo assunto: Os Contests desse jogo. Eles foram completamente reformulados, agora se chamando "Super Contest Show". Como o nome sugere, ele não é mais um modo de jogo de exibição de golpes em 3 fases, ele agora só possui uma. que é a da dança. Sim, o contest agora é um jogo de rítmo. Você só precisa apertar “A” no momento certo, no rítmo da música. Você pode escolher um golpe para usar no meio da apresentação, que possui um efeito secundário que pode te ajudar na pontuação final. O jogo ainda possui o sistema de “condições”, que você precisa upar com Poffins, porque isso ainda vai te dar pontos essenciais para ganhar. Mas o meu contest original está morto. Veja bem, eu não odeio o novo contest, fiz muito ele, inclusive. Mas eu tenho um carinho forte pelo sistema anterior, de usar golpes por 5 turnos. Acho que se fosse para reformular os contests, eu só removeria a etapa dos acessórios. Eu me recuso a usá-los de novo. 


Artwork do Super Contest Show, que substitui os Contests de DPPt. Meu contest está morto.


No Contest, você pode trocar de roupa antes de apresentar, o que me lembra: Nesse remake há customização de personagem! Mais ou menos. Esse talvez seja o jogo pós XY com a customização mais limitada (ignorando ORAS, que não tem nenhuma). Você não pode mudar a cor do cabelo, por exemplo, e os penteados estão presos ao conjunto de roupas que você escolhe. Aliás, tem isso, as roupas são um conjunto, você não pode separá-las, coloca a camisa de um com a calça de outro. Apesar disso, amo a roupinha da Dawn primavera e a do Honchkrow. 


Uma coisa que mencionei no começo da parte do Platinum é sobre os níveis do trainer card e suas estrelas. Acontece que a partir de Alola, isso passa a não existir mais. Mas como estamos falando de um remake extremamente fiel ao original, ele volta nesse jogo. E talvez seja isso que me fez ser tão, mas tão apegada a esse jogo, porque eu fiz questão de fazer esse trainer card preto todo de novo, e fiz isso com o maior prazer. As condições do trainer card aqui são bastante parecidas com a dos originais, com a mudança só no Underground, que agora a exigência é coletar 100 estátuas diferentes ao invés de coletar bandeiras, já que essa função não existe mais.


Obviamente eu também tenho um trainer card preto no remake, que achei bem menos complicado que na época do DS, mais ""acessível"".

Dito isso, É hora de falar da Battle Tower. A batalha da Fronteira não exista aqui, mas a Battle Tower está, e ainda é preciso fazer as 100 batalhas pra ter a estrela. Mas houve uma modificação no sistema, e agora é muito mais fácil vencer essas 100 batalhas. No original, a dificuldade desse modo era sempre crescente: Você começava enfrentando pokémon fracos, não evoluídos, e ia escalando para pokémon na sua forma final, para ser comum todos os personagens usando lendários. Aqui não, aqui existe uma crescente, que para quando você enfrenta o segundo time do Palmer, aquele que usa lendários, na batalha 49. Depois dessa batalha, o jogo “reseta” a dificuldade, fazendo você enfrentar pokémon fracos de novo até escalar para, de novo, a batalha do palmer no 98. O último set de batalhas pra chegar no 100 vai ser com pokémon em suas formas iniciais, praticamente. Palmer é o único nesse modo que usa lendários. Mas acontece que: Esse não é o único modo da Battle Tower nesse jogo.


O remake trouxe uma coisa que achei muito legal pelo fanservice: Quando você vence a segunda batalha do Palmer, você desbloqueia um novo modo: a Master Class. Essa sim, bem mais difícil e cheia de gente usando lendários e pokémon com golpes OHKO, mas que é opcional, você não precisa fazer se você só quer a estrela do trainer card. Mas ela tem um fanservice: Os personagens que você conhece em Sinnoh estão quase todos aqui, tanto no modo Single quanto Doubles. Eles em sua maioria vão usar pokémon bem competitivos, muitas vezes ignorando a regra do monotype, me lembrando muito como era nos Pokémon Stadiums, de N64. Nesse modo, eu me adaptei melhor ao modo Doubles, usando um time de chuva, e consegui chegar até os personagens finais, que seria Palmer e Barry. Infelizmente não tive paciência para o modo Single, sou um desastre nele. 


Acho MUITO legal que aqui eles não tiveram receio e dar lendários para os personagens, adorei ver essa combinação Volkner com Zapdos e Flint com Entei.

A última novidade a ser mencionada nos remakes é o Ramanas Park, a lugar que substituiu o Pal Park dos jogos originais. É um local onde, ao trocar pedras especiais que você escava no underground, você pode desbloquear batalhas com lendários das gerações 1 a 3, para então capturá-los. O que eu acho bonitinho é o fanservice que o item para desbloquear eles são pedras que se assemelham aos jogos que eles foram introduzidos. Lendários de Kanto e Johto usam placas que parecem cartuchos de Game Boy, e os de Hoenn parecem cartuchos de GBA. Para finalizar o fanservice, uma última placa pode ser desbloqueada, essa parecendo um cartucho de DS. Nela, você entra em uma sala muito especial: um resquício do que seria se tivéssemos o Distortion World nesse jogo. Ali, você enfrenta um pokémon muito especial: Uma sombra de um Giratina forma origem, no nível 100. Não é capturável, mas ao vencer, você ganha a Griseous Orb, o item para mudar a forma do seu Giratina. É meio triste pensar que, numa realidade alternativa, esse fanservice não precisaria ter existido SE O JOGO ADAPTASSE O POKÉMON PLATINUM AO INVÉS DE DIAMOND E PEARL. 


Saudades do que a gente não viveu no remake.

Para finalizar, novamente, eu não odeio esse jogo. Na verdade eu tenho um carinho imenso por ele. Mas é difícil eu falar tão bem desse jogo sem sentir que eu estou do lado “errado”, por ser um jogo com tantos defeitos. Mas a verdade é que eu, por um lado, sinto sim muito por não termos aquele jogo lindo cuja qualidade condizia com as artes do artbook. Mas ao mesmo tempo, minha opinião polêmica é que eu prefiro sim ter esse jogo a ficar esperando eternamente um jogo perfeito que, sinceramente, considerando o que essa franquia anda entregando em questão de qualidade nos ultimos anos, jamais acontecerá. 


Mas se tivesse duas coisas que eu pudesse mudar nesse jogo, é que, primeiramente, que ele tivesse se adaptado as mudanças do Platinum. Disponibilidade de pokémon, pequenas mudanças visuais, move tutor, os personagens novos, batalha da fronteira, etc.

 Já a segunda mudança já é mais utópica, já que estamos falando de Pokémon: Eu queria que não tivessem cobrando como preço base desse jogo o mesmo preço de qualquer jogo de Pokémon e de qualquer franquia grande de Switch. Eu comparo muito esse jogo ao outro “Remake de jogo importante para minha vida, mas com qualidade duvidosa”, que é o Story of Seasons: Friends of Mineral Town. Só que o Story of Seasons não é cobrado hoje pelo preço cheio: Ele custa bem menos, uns 180 reais, e em promoção você o encontra por menos de 40 reais. Só que, infelizmente, parece que pedir isso de Pokémon parece ser muito, já que um port de jogo de GBA chega no switch por mais de 100 reais.


Esqueci de mencionar que, se você transferir um pokémon de DPPt para o BDSP, você ganha um diploma especial para ele. Essa função também existia em ORAS, uma coisa que acho muito legal. Não sabia onde encaixar no texto, então coloco aqui.

Pokédex de Sinnoh


Quando se fala em Pokémon de Sinnoh, a primeira coisa que eu penso é em evolução. Essa geração foi muito marcada por ter muitas evoluções de pokémon de gerações passadas, quase como um paralelo a Johto (que ganhou remake na quarta geração). Faz sentido, já que a temática do professor da região, o Rowan, é justamente estudar o fenômeno da evolução em Pokémon. 


Mas começamos de fato com os iniciais. Eu digo hoje que eu gosto bastante deles, mas ainda prefiro dos de Hoenn. Mas o anime fez um ótimo trabalho em me fazer amar esse trio. O Piplup da Dawn era carismático, o Chimchar tinha toda a história triste e o Turtwig…. confesso não ter muitas memórias dele. Talvez dos três, seja o que menos me importo, pelo menos na primeira forma. Já as evoluções finais, acho incríveis. Gosto demais do Empoleon, apesar de eu quase sempre começar com o infernape. Eu raramente jogo com torterra, mas pra mim esse é um daqueles pokémon que acho o conceito muito legal, mas me apego mais a ele em outras mídias, em outros jogos, como é o caso do New Pokémon Snap e o filme do detetive Pikachu.


Iniciais de Sinnoh

No lado dos lendários, foi uma geração marcada por bastante deles, sendo 9 lendários e 4… míticos? Eu diria que 4 e meio.

Quanto aos lendários de capa, Dialga e Palkia, eu diria que a verdade é que eu me acostumei com eles, e hoje até diria que gosto, mas a verdade é que eu desde a época achava eles bem feios, meio exagerados, ainda preferindo os lendários de Hoenn. Já Giratina eu já tenho um grande apego a ele, sendo um dos meus favoritos, tanto na forma “alterada” quanto na “origem”. 

Já o trio dos lagos, eu sinto que já fui mais fã deles. Não os amo, nem desgosto. Realmente não tenho muito o que falar deles. O mesmo vale para Regigigas e Heatran, mesmo que o último tenha ganhado destaque pra mim recentemente, por conta do Legends ZA. 


Principais lendários de Sinnoh: Palkia, Giratina e Dialga

Já Cresselia é outra história. Eu realmente gosto desse bicho, acho muito bonito. Apesar de ser mítico, também preciso mencionar Darkrai, que seria a contraparte dela, que também acho um pokémon muito legal. 


Já os míticos, eu tenho muito essa memória afetiva porque foi a primeira vez que eu realmente pude participar dos eventos deles oficialmente.


A começar com o Manaphy, eu tenho muito essa memória afetiva porque a forma de se obter ele era novidade: Você tinha que zerar o spin off Pokémon Ranger para conseguir ele. Ele vinha de um ovo, e achava muito legal que o sprite do ovo dele era diferente. Apesar de eu ter essa memória afetiva, eu provavelmente hoje, em 2026, iria achar um absurdo a Game Freak me fazer comprar um SPIN OFF pra poder ter um pokémon exclusivo. E eu tinha dito lá em cima que Sinnoh tinha “Quatro míticos e meio”. Isso porque Manaphy pode gerar ovos, mas dele surge um novo pokémon, o Phione. Até hoje não sei se pode considerar Phione um mítico de verdade ou não. 


Já Shaymin (que chamo carinhosamente de “Jaiminho”) é aquele mítico que muitos nem sabem que é mítico, por parecer um pokémon comum. Eu acho ele fofo. E acho a forma celeste dele legal. E é isso, não tenho muito o que falar.


Já Arceus, o último mítico, é definitivamente um Pokémon. Nunca houve uma distribuição oficial dele nos jogos de Sinnoh, então pra mim ele tinha aquele ar de Pokémon inalcançável, aquele pokémon que só se ouvia falar. Aquele que, se fosse numa época sem intenet, você comentaria dele no intervalo da escola, e os seus colegas achariam que é invenção sua. Afinal, ele é o Deus Pokémon. Quando teve distribuição, foi no HeartGold/ SoulSilver, e tinha todo um evento muito, muito legal dele onde ele criava um ovo de um dos lendários de capa da região: Dialga, Palkia ou Giratina. Ele realmente possui uma imponência. 


Artwork do Evento do Arceus para HGSS. Apesar de existir dados nos jogos DPPt para um evento de Arceus, com o item Azure Flute, esse item nunca foi distribuido oficialmente.

Quanto aos outros pokémon… Eu confesso que pra mim o que eu mais gosto nos pokémon da quarta geração são justamente as evoluções dos pokémon de gerações anteriores. Se eu listasse meu “top 10” de favoritos de Sinnoh, é possível que mais da metade sejam essas evoluções. Gliscor, Froslass, Honchkrow, Togekiss, sem contar Roserade são exemplos. As Eeveelutions novas, Glaceon e Leafeon, também são bem legais. Mas pra mim o principal, o meu queridinho, o que é meu pokémon favorito até hoje, é o Gallade. Evolução alternativa para Kirlis machos, eu amo, AMO o “Gardevoir” guerreiro. Eu fico feliz toda vez que vejo esse bicho.


Meu favorito da vida, até hoje. 

Indo para os completamente novos de Sinnoh, eu lembro muito como eu comecei a jogar DP sem nem conhecer muito eles. Eu já conhecia alguns que eram populares na internet ou foram divulgados bem antes, como Lucario, Buizel, Chatot, Pachirisu, Munchlax (Pokémon da May no anime) Cherrim (Esse que eu tinha comprado um bonequinho na RiHappy na época por ter achado bonitinho, sem nem ter jogado o jogo). Eu já comecei a geração amando o Pachirisu, porque na época eu estava com um fascínio por esquilos, e até hoje esse pokémon é um dos meus “Pikaclones” favoritos.

Jogando sem conhecer muitos, eu tinha me apaixonado a primeira vista pelo “roedor” da região, o Bidoof. Foi um choque descobrir na internet que o pessoal “odiava” esse pokémon, a ponto de ter tanto memes que ele hoje é amado. Apesar disso, eu amo menos o Bibarel, mas eu realmente tenho carinho por ele, usando no meu time em jogos mais “recentes” como foi em BDSP e Legends: Arceus.


Um ser precioso

Por conta de eu ter muito contato com o anime, eu me apegar tanto aos jogos e até aos personagens, essa questão de eu gostar de criar personagens, tem muito pokémon de Sinnoh que eu peguei um carinho especial conforme os anos foram passando, como Bronzong, Gastrodon e Lopunny.


Não posso deixar de mencionar também que tem aqueles que eu peguei um apreço por conta dos spin offs, como Hippowdon e Shieldon por causa do Pokémon Ranger: Shadows of Almia; Finneon/ Lumineon por conta do New Pokémon Snap e Dusknoir por conta de Pokémon Mystery Dungeon: Explorers of Time/ Darkness/ Sky.


Grid de Sinnoh


Monotype


Ao escolher um tipo para o monotype,novamente queria escolher uma tipagem no qual meu inicial poderia participar. Considerando que todos os iniciais de Sinnoh possuem tipagem dupla na sua forma final, eu teria 6 opções de tipo. Minha preferência seria tipo Metal ou tipo Terra, tipagens que possuem representantes bem legais nesse jogo e que talvez tivesse menos oportunidades de usar em jogos seguintes. Nisso, escolhi o tipo Terra, e o jogo escolhido foi Brilliant Diamond. Acontece que eu detesto ter que usar HM, principalmente rotacionar equipe para usá-los (Nenhum pokémon Terrestre nesse jogo pode aprender Fly, por exemplo) e evitar usá-los muito me agrada. 


Eu raramente jogo com Turtwig em Sinnoh, esse desafio foi um incentivo para usar o Jabutizinho. 

Começando com Turtwig, e podendo capturar Geodude e Onix logo no começo do jogo, antes do primeiro ginásio, Roark não me deu trabalho nenhum. Logo após o primeiro ginásio, perto de Floaroma, peguei um Shellos, que de início é água puro, mas viraria um Água/Terra mais pra frente. Nisso, eu estava começando a ficar preocupada: Gardenia é uma líder de tipo grama, e 3 dos meus 4 pokémon possuia fraqueza a esse tipo, e meu inicial, agora Grotle, também não conseguia fazer muita coisa. Eu queria tentar encontrar um Burmy, já que ele possui 3 formas, e uma justamente é do tipo Inseto/Terra, que fica permanente quando evolui para Wormadam. Acontece que eu não lembrava o quão chato e trabalhoso era tentar achar esse pokémon nas árvores, e todas as que tentei procurar, nenhuma deu Burmy. Desisti do Burmy.

Mas aí que vem a vantagem de ter escolhido os remakes ao invés dos jogos de DS: Aqui, antes do segundo ginásio, eu tive acesso ao Grand Underground, que possui pokémon selvagens, alguns que, no Platinum, por exemplo, só estariam disponíveis mais para frente, como é o caso do Gligar e Swinub, que vão ser muito úteis para esse ginásio, por conta da tipagem secundária de Voador e Gelo, respectivamente. Além disso, tive acesso a TMs muito bons lá, já podendo ensinar Aerial Ace e X Scissor pro Gligar. Também capturei um Rhyhorn, que vai me ser útil mais para frente. 

Por conta do Swinub e principalmente do Gligar, Gardenia agora não deu trabalho nenhum.


Um pokémon muito importante para esse começo de gameplay (e para o final também)


Eu tinha essa ideia boba de que eu não queria ficar overlevel nesse jogo, por isso, acabei transferindo outros pokémon de outros jogos, para poder distribuir as experiências para vários pokémon. Mas o que eu me apeguei mais foi o Baltoy. ter um psíquico no meu time, mesmo que temporariamente,foi uma boa pedida.


Em Veilstone, acabei lembrando que lá se vende TMs muito bons e por um preço bacana. Provavelmente a maioria desses TMs eram justamente os do Game Corner dos jogos originais (que hoje não podem mais usar nos jogos), como Thunderbolt, Flamethrower e Ice Beam. Mas agora, os que mais me interessava era Swords Dance (que ensinei pro Gligar) e Bulldoze ( que ensinei para praticamente quase todos os pokémon do meu time).


Foi com a combinação de Swords Dance + Aerial Ace que o Gligar venceu o time da Maylene praticamente sozinho. O Lucario dava bastante dano e não foi levado com um golpe só, mas dois levava. Talvez se eu não tivesse usado Swords Dance, essa batalha seria bem mais trabalhosa.


Após a Maylene, acabou pegando um Hippopotas no Underground, e em Pastoria, um Wooper, que logo virou Quagsire. Eu estava preocupada com o Wake, já que o tipo terra não só é fraco contra o tipo água, como também é comum pokémon de água também ter golpes de gelo. Já comecei a batalha usando o Yawn do Quagsire, e usei o Rhyhorn para vencer do gyarados adormecido, depois usei Grotle para vencer com facilidade do Quagsire; já Floatzel eu tive mais dificuldades, demorando para cair. Após errar um Ice Fang, pude derrotá-lo, conquistando minha quarta insígnia.


Tipo água se mostra aqui o mais traiçoeiro, não só pelo tipo água em si, mas porque a maioria, se não todos podem aprender golpes de gelo também.

Grotle evoluiu depois do ginásio, talvez uma das poucas vezes que a pré-evolução foi melhor para a situação, já que eu duvido que o Torterra sobreviveria aos Ice Fangs do Floatzel.


Já na Fantina, já tinha Shellos e Hippopotas evoluídos, e ensinei Shadow Ball para o Baltoy, achei que seria interessante. Mas Drifblim levou Baltoy e Rhyhorn, conseguindo levar com o Gastrodon. Para o Gengar, dois Crunches do Hippowdon foram o suficientes, mas por conta do Cursed Body, tive que trocar (parando pra pensar, eu podia ter usado golpe de terra, né? Eu esqueço que Gengar não tem mais levitate). Mismagius era mais resistente, e a Fantina vivia dando poção, então foram 4 Crunches para levar o último pokémon dela, com um certo sufoco, já que a Mismagius tinha magical leaf.


Indo para o próximo ginásio, acabei capturando Steelix na Iron Island, e fui para o ginásio. Byron não tive problema algum, já que a maioria dos pokémon dele são fracos ao tipo terra, com o seu ás, Bastiodon, tendo fraqueza quádrupla. O único que o tipo terra não afetava era o Bronzor, mas meu Hippowdon tinha golpes sombrios (Crunch) e de Fogo (Fire Fang), então ele também não foi problema.


Depois do Byron era o ginásio da Candice, do tipo gelo. Eu estava preocupada com esse ginásio, porque gelo era uma grande fraqueza do meu time, ainda mais que 2 deles possuía fraqueza quádrupla. Preocupação essa que não duraria muito, já que, além de ter o Steelix, o Rhyhorn tinha acabado de evoluir para Rhydon, e nisso decidi transferir ele para o Legends Arceus, onde pude evolui-lo para Rhyperior, só o pokémon que seria o mais poderoso do meu time. Ele sozinho obliterar o time da Candice, me garantindo a sétima insígnia.


Possivelmente meu pokémon mais poderosos do time

Após a Candice, é quando a história do jogo chega no clímax, e devemos derrotar a Equipe Galática e capturar (ou derrotar) o lendário da capa. Menciono essa parte porque o Cyrus me deu trabalho, muito por conta do seu Gyarados. Eu sempre preciso ter em mente que o tipo água é meu maior problema nesse desafio, eu tinha poucas respostas boas para esse tipo. Após derrotar Cyrus, acabei sem querer derrotando o Dialga. Mas ele não era tipo terra, então não importa.


O último ginásio é o do Volkner, e esse foi o que mais subestimei, afinal, ele é especialista em tipo elétrico, então estava ganho, certo? Errado. Esse homem estava bem preparado. Raichu possuía Surf, Luxray possuía Ice fang, e Octillery é um pokémon de água, e que sozinho levou 2 dos meus pokémon, só não levou mais por conta das mecânicas de amizade do jogo, que eventualmente fazia meus pokémon aguentarem golpes ou desviar deles. A esse ponto me questionando o porquê eu decidi treinar o primeiro shellos que me apareceu no começo do jogo, e não ter procurado um com a habilidade Storm Drain.


Um pokémon de água no meio de um ginásio que era pra ser elétrico, certamente meu maior problema

Chegando na Liga, eu precisei de um tempo, não só para treinar meus pokémon, mas para rever os EVs deles. Isso porque já na porta da liga eu tinha tomado uma sova do Barry, então eu precisava me preparar melhor. Os pokémon da liga possuem EVs bem treinados, e eu iria precisar fazer o mesmo, que estavam todos desbalanceados.


O time escolhido para a liga foi:


-Torterra, o inicial, no qual o tipo planta seria muito útil para a segunda elite, Bertha

- Gliscor, que era o mais rápido do meu time, o único que investi EVs de velocidade, porque seria necessário. Além de ter Aerial Ace, um golpe que nunca erra, ensinei também thief, que vai ser importante no final. 

- Mamoswine, que era essencial para a campeã, pois o tipo gelo era muito importante. Também ensinei Light Screen, para suprir a falta de defesa física do meu time

-Gastrodon, o único com golpes especiais no time. O tipo água seria muito importante, além de também ter o tipo gelo, sempre útil.

- Rhyperior, uma máquina de destruição, com talvez o ataque mais alto do time, e a cobertura do tipo pedra seria muito interessante contra os tipo inseto

- Hippowdon, que não é o mais forte, mas era resistente o bastante, principalmente por ser tipo terra puro, não tendo fraquezas quádruplas. Possuia a maior cobertura de tipo, com Thunder Fang e Crunch. Ensinei Yawn, que seria útil para ganhar alguns turnos.


O primeiro elite foi o Aaron, que foi bem fácil, na verdade. Rhyperior levou quase todos sozinho, apenas trocando para Gliscor no Heracross. 


Bertha foi a mesma coisa, golpes de grama e água fazem essa batalha bem mais tranquila. 


Já Flint é quando começa a complicar. Apesar de falar ser do tipo fogo, seu time é infame justamente por usar poucos pokémon de fogo. Rapidash é tranquilo, Steelix possui defesas altíssimas, então era essencial eu usar Gastrodon aqui. O problema é o Drifblim, um pokémon que não pode ser subestimado. Ele já começa usando Will-o-Wisp, queimando meu pokémon para tirar a força física deles, e minimize para evitar que eu acerte os golpes. Com Baton pass, ele troca para Lopunny. Quis tentar a sorte e consegui vencer com o Hammer Arm do Rhyperior, além de que Lopunny errou o High Jump kick. Driflbim começa o processo de novo, mas é pra isso que trouxe o Gliscor: Por causa da sua habilidade Hyper Cutter, ele é imune a diminuição de ataque do Strenght Sap, e minimize não me abala, já que ensinei Aerial Ace para ele. Após eu usar alguns Swords Dance e Driflbim usar Baton pass no infernape, foi só usar 2 Aerial aces no macaco (2, porque ele usa Focus Sash) e depois o Drifblim não conseguia fazer muita coisa sozinho, me garantindo a vitória contra Flint.


É sempre, SEMPRE bom ter cautela com esse Drifblim

Lucian também é outro mais traiçoeiro. Ele começa com Mr. Mime, que usa Reflect e Light Screen, mas no remake, ele segura uma Light Clay, que aumenta a duração das telas. Nisso, o Thief se torna útil: Usei para tirar a Light clay e as telas durarem menos. Como meu time também carecia de defesa especial, usei o Light Screen do Mamoswine, mas sem Light Clay também. Meus pokémon que possuia mais respostas pro Lucian era o Hippowdon, com seu Crunch, e Rhyperior com seu Megahorn. Com isso, garanti minha vitória.


Era hora da Campeã, Cynthia. Essa eu tinha medo, mas não pelo Garchomp, não. Ela tinha dois pokémon que eu temia mais: Roserade e Milotic. Para todos os outros, eu tinha boas respostas: Spiritomb eu não tinha golpes super efetivos contra, mas ele também não; Lucario caia pra qualquer pokémon meu, já que eram todos de terra. Gastrodon não possuía golpes de gelo, sendo fácil para meu Torterra. Roserade, no entanto, poderia ser um problema pelos seus golpes de grama. Mas não foi tão dificil assim, um Yawn do Hippowdon e alguns Aerial Aces do Gliscor e ele caiu. Mas minha maior inimiga seria Milotic. Minha maior resposta a esse pokémon era o Torterra, mas que iria cair pro primeiro Ice Beam que ela usasse. Então precisei usar uma estratégia longa, mas funcional. Primeiro, joguei o Gliscor, e era essencial que ele fosse rápido, para usar thief nela. Sem a flame Orb, Milotic não poderia se queimar, dando liberdade a causar outras condições de status. Logo, troquei para Mamoswine, que era bastante resistente, e usei Light Screen. Depois, troquei para Hippowdon, que resistiria mais de dois golpes da Milotic agora com Light Screen, que foi o suficiente para usar Yawn para deixá-la dormindo. Ao fazer isso, consegui finalmente trocar para Torterra, que poderia finalizar ela com tranquilidade, sem riscos de Ice Beams. 


Minha jornada inteira foi aprender que o tipo água seria o mais traiçoeiro, e não foi diferente aqui. Todo cuidado é pouco 

O último Pokémon é o tão temido Garchomp, que aqui não teve muito segredo: Eu estava com Mamoswine, o maior inimigo desse tubarão. Ao resistir um golpe do Garchomp, usei avalanche, que tirou metade da vida, isso por conta que Garchomp segurava uma Yache berry, que cortava o poder do primeiro golpe de gelo que ele levasse. Sem Yache Berry, estava livre para finalizar com Ice Shard, golpe mais fraco, mas prioritário, que destruiu o Garchomp de vez, me garantindo assim a vitória contra a campeã.


Eu gosto como esses remakes deram uma camada de estratégia a mais para os personagens, mesmo usando os mesmos times dos jogos originais, os tornando mais desafiadores, e me forçando a também usar estratégias que eu normalmente não uso em gameplays normais. O fato de eu ter usado monotype também já exige de mim mais estratégia, justamente pela limitação do tipo e fraquezas em comum. Porém, eu acabei escolhendo um time que eu considero bem poderoso, tipo terra, ao menos pra mim, é um dos melhores tipos, principalmente para jogar Sinnoh, que possui terrestres bem poderosos. Eu deixei de usar Garchomp, que seria um dos mais poderosos desse jogo, porque pra mim era desvantajoso ter 3 pokémon com fraqueza quádrupla a gelo, mas a ideia inicial era ele ficar no lugar do Hippowdon. E ainda bem que escolhi o hipopótamo, porque sem o Yawn, muito provavelmente eu teria muitos problemas nessa liga, principalmente contra a Cynthia.


Time final do Monotype Terra









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