Revisitando Johto: uma grata surpresa

 


Introdução

Em 1999, era lançado o Japão Pokemon Gold & Silver para o portátil Game Boy Color, marcando então o inicio da segunda geração dos monstrinhos de bolso. O jogo agora se passava em Johto, região vizinha de Kanto, e contava com 100 novos monstrinhos. A região é inspirada na região de Kansai, no Japão. Por ser vizinha de Kanto, é um dos poucos jogos onde você pode visitar duas regiões, e a única que possui mais de 8 insígnias, com 16 no total.A história de passa 3 anos após os eventos de Red/Blue/Green/Yellow, sendo uma continuação direta desses jogos.


Em comparação aos primeiros jogos, GS contava com várias novas mecânicas, sendo as principais: 

  • O ciclo de Dia/ Noite, que interferia na aparição dos pokemon selvagens e interação com alguns NPCs (policiais só batalham com você a noite)

  • As Apricorn, frutos coloridos que permitiam você criar um conjunto de novas pokebolas especiais, cada uma com um efeito diferente (Pokebolas essas que são amadas até hoje)

  •  A introdução de dois novos tipos: Dark (Sombrio) e Steel (Aço)

  •  A Pokégear, dispositivo que não só marcava as horas, mas também possuia mapa, rádio e também telefone

  • Sistema de felicidade, que interfere na evolução de certos monstrinhos, além de dois golpes cujo poder é refletido pelo nível de felicidade do pokemon

  • Pokémon agora possuiam gênero, permitindo agora fazer cruzamento entre eles; consequentemente introduzindo a mecânica de ovos

  • Os pokémon poderiam possuir uma variação rara de cor, os famosos Shiny

  • A mochila agora possuia divisões, facilitando a organização dos itens

  • A introdução do Pokérus, uma condição rara onde seus pokémon infectados dobravam o ganho dos EVs- Effort Values 

introdução dos pokémon Shiny na franquia

Já no ano 2000, estreava no Japão Pokémon Crystal, a terceira versão do jogo, que trazia algumas atualizações. A primeira, e pra mim a maior novidade, é que agora você poderia escolher jogar como garota. Outra grande novidade é que todo Pokémon oponente possui uma pequena animação quando entra em batalha. Também é o primeiro jogo da franquia a introduzir uma Battle Tower. Fora isso, possui várias pequenas mudanças gráficas e na qualidade de vida do jogo, além de uma leve mudança na história: Agora o jogo conta com o NPC Eusine, que busca capturar Suicune, o lendário capa do jogo.

Kris, a primeira protagonista feminina dos jogos

Em 2009, é lançado para Nintendo DS Pokémon HeartGold e SoulSilver, remakes dos jogos Gold & Silver. O jogo conta com melhoria gráfica e mecânicas da quarta geração. As principais novidades incluem: 

  • Pequenas mudanças na história, adicionando novos personagens (como os Administradores da Equipe Rocket) e dando mais relevância para outros (Kimono Girls). 

  • O primeiro pokémon da sua equipe agora pode te seguir fora da Pokébola quando você estiver andando 

  • Batalha da Fronteira, herdada de Pokémon Platinum

  • Adição do Pokéathlon, um circuito de minigames que você pode acumular pontos e trocar por itens 

  • Pokéwalker, um dispositivo externo estilo tamagotchi, onde você poderia colocar um pokémon e interagir com ele fora do jogo. Ao caminhar com ele, você poderia capturar outros pokémon e coletar itens 

  • A possiblidade de evoluir pokémon para evoluções introduzidas após a segunda geração (importante pontuar, já que não pode fazer isso nos remakes de Kanto; no FRLG apenas no pós game) 

  • Novos eventos envolvendo míticos (Celebi e Arceus), além do exclusivo Pichu de Orelha talhada

Pokémon seguindo, uma das mecânicas mais queridas da franquia


Relembrando os jogos 


Aaah, Johto….Eu sei que as vezes eu possa ter dito que eu ache essa região super valorizada, mas foi rejogando que percebi o quanto eu tenho mais nostalgia por ela que por Kanto…. além de que fazer isso me fez reacender minha paixão por Pokemon.


É comum pessoas (eu inclusa) falar negativamente de Johto hoje em dia porque ela é muito dependente de Kanto, já que muitos lembram dos jogos por poder ir para Kanto no pós game, e as duas regiões compartilharem a mesma Elite 4. Mas a segunda geração trouxe tanta coisa nova e legal, que eu percebi que eu tenho muito mais carinho pelos jogos da segunda geração que as da primeira.


Na época, a gente não imaginava o quão duradouro seria a franquia de Pokémon, então pensar em Johto como “Kanto 2” não é tão errado. No fim, eu não acho que isso seja algo negativo para o jogo, muito pelo contrário, é provavelmente por isso que ele é tão marcante.

O jogo é continuação direta dos jogos de Kanto, e cerca de 19 monstrinhos são ou pré evolução ou evolução dos pokemon da primeira geração. Além disso, após vencer a Elite 4, você pode revisitar Kanto como parte do pós game. Confesso que gosto muito da ideia de revisitar os personagens, a alguns com leves mudanças de design (como a Misty) e times atualizados.


Mapa de Johto e Kanto

Pokemon Gold talvez tenha sido o primeiro pokemon que eu podia dizer que foi “meu”, já que eu jogava os outros jogos ou no emulador ou jogos de outras pessoas (tipo meu irmão). Essa fita de Gold pra mim foi bastante marcante porque…. ela era pirata. Tipo, muito pirata. Ela era baseada no jogo japonês, mas com uma tradução malfeita pro inglês. Para nomear tudo, só era permitido caracteres, e os nomes dos pokémon eram romanização dos nomes japoneses. Por exemplo, os iniciais eram “Chico” (Chicorita;Chikorita), “Hinoa” (Hinoarashi; Cyndaquil) e “Wanin” (Waninoko; Totodile). Quando revisitei esse cartucho anos depois, percebi que mesmo naquela época, eu não necessariamente sabia jogar pokémon o suficiente para zerar, já que nem tinha chego na liga pokémon. Mas lembro de coisas pontuais na minha jogatina: Que eu peguei um shiny, um Tentacruel; Que eu tinha descoberto sozinha como pegar o Ho-oh, e eu contei pros meus colegas da escola super orgulhosa desse feito; que por algum motivo o Sudowoodo desse jogo era extremamente bugado, podendo aprender golpes que normalmente não aprenderia, como Surf, Fly e Waterfall, fazendo dele o HM Slave perfeito.

Quando chegou Pokémon Crystal, eu tinha ficado encantada na época. Era a primeira vez que o jogo tinha a opção de escolher jogar como menina, e os sprites dos pokémon agora possuiam uma pequena animação. Eu achava o máximo da tecnologia. Mas também é um jogo que eu não me lembro de ter zerado na época, mas certamente é um que revisitei bastante com os anos. Esses jogos de GBC eram tão fáceis de emular que eu tinha eles até no meu antigo Sony Ericsson, e jogava eles nos intervalos da escola. 

Eu acho que nunca mais revisitei Pokémon Gold & Silver, mas sempre o Crystal. Não só por poder ser menina e as animações, mas também por pequenas mudanças que fazem o jogo ser mais agradável de se jogar. Pra começar, lá perto de Goldenrod, você pode pegar um ovo misterioso que pode vir aleatoriamente um dos recém introduzidos pokémon bebês (exceto Togepi), todos eles com o golpe Dizzy Punch, e com chance aumentada de vir shiny. Eu sempre gostei de usar esses pokémon, é sempre uma adição bem vinda ao time, principalmente se vier Pichu ou Elekid, já que o jogo não possui mais mareeps na natureza. Outra mudança legal é que NPCs específicos agora poderiam te dar pedras evolutivas ao registrar o telefone deles e os enfrentar novamente, já que o jogo possui muitos pokémon legais que evoluem de pedra, mas no Gold / Silver eles só estavam disponíveis em Kanto.


Quanto a parte visual, eu gosto muito dos gráficos da segunda geração. Recentemente eu comecei a sentir uma certa nostalgia e até um fascínio por gráficos de jogos antigos, ver como se criava arte com essa limitação gráfica e de cores, então vejo muito charme em jogos como Pokemon GSC e Zelda Oracles of Seasons/ Ages/ Link’s Awakening DX, e até um jogo que descobri recentemente, Survival Kids. Quanto a Pokémon GSC, eu acho os sprites dos pokémon bastante bonitinhos, sinto que eles são mais redondinhos e fofos, e a animação do Crystal faz tudo ficar mais bonitinho.


Pikachu bolinha, você sempre será famoso

Foi rejogando e relembrando que comecei a perceber o quanto que gosto da trilha sonora de Johto. Claro, eu acho a trilha sonora da maioria dos jogos de Pokémon bem marcantes, até as de Kanto eu gosto, mas reouvir as de Johto me clicou diferente… me faz perceber como até na trilha sonora a gente percebe a evolução dos jogos, apesar de eu não entender nada de questões tecnicas de hardware ou coisa do tipo. Também é ela que marca bem para mim que, apesar de serem vizinhas, Johto e Kanto são duas regiões bem diferentes.


Apesar das boas memórias, eu ainda preciso pontuar problemas nesses jogos. O principal deles é algo que muitos jogos de pokémon antigos tem, mas eu sinto que nesse é pior: o grinding. Tenho sempre a sensação de que subir de nivel nesse jogo é bem mais devagar que nos outros jogos, principalmente porque o nível dos pokémon selvagens é sempre bem baixo. Apesar de o jogo permitir rematch com NPCs através do celular, acaba sendo um inferno adicionar os treinadores porque eles vão atrapalhar sua gameplay ligando pra você toda hora. Apesar de alguns criticarem a ideia, eu comecei a normalizar a ideia de que não é errado você em pleno 2026 usar artifícios para diminuir esse grinding, como usar lucky  egg ou rare candies (se estiver jogando em emuladores)


Outro problema com esse jogo é o moveset. Talvez esse problema já existisse na primeira geração e não mencionei, mas é impressionante a quantidade de pokémon que não aprender golpes bons do seu próprio tipo. Isso parece limitar mais minhas escolhas de times legais para jogar. Mas me pergunto se isso não é mais um problema que apareceu porque eu virei adulta e agora eu sei jogar Pokémon.


Outra coisa é eu acho que a distribuição dos novos pokémon bem ruins. Existe uma parcela boa de pokémon da segunda geração que na verdade você só encontra em Kanto, depois que você zera. Isso juntando com o fato que subir de nível nesse jogo é sofrido, você acaba deixando passar esses monstrinhos novos. Além disso, eu tenho a sensação de que muitos monstrinhos de Johto são mais fracos, me dando menos vontade de usar eles. Um Qwilfish é menos atrativo de se usar que um Tentacruel,por exemplo. 

Agora é hora de falar dos queridinhos: HeartGold e SoulSilver. HGSS, remakes de GSC, saíram na quarta geração, geração essa que direi mais no texto de Sinnoh, mas é minha geração favorita, não só por conta dos jogos, mas muito um contexto da época em que eu reacendeu minha paixão por Pokémon de uma forma muito forte, e a forma que passei a consumir os jogos ficou diferente.


Foi a partir da quarta geração que eu passei a comprar os jogos de Pokémon originais (se isso foi uma boa ideia ou não, não sei dizer), e não foi dif
erente aqui. Comprei a versão HeartGold, e olhando em retrospecto, eu até entendo esses jogos originais serem caros hoje em dia ( só não precisavam ser TÃO caros): A caixa desse jogo é MARAVILHOSA. Talvez eu não tenha dado valor na época em como tudo nesse jogo parece ter sido feito com tanto cuidado. Eu fiquei tão animada em revisitar esse jogo que eu até cogitei tentar fazer meu pokewalker funcionar de novo.

Minha caixa dourada de Pokémon Heart Gold, que inclui a caixa do jogo e o Pokewalker.

Quanto ao jogo, a primeira coisa que preciso ressaltar é que eu acho ele muito bonito, mais bonito que Pokémon Platinum. Faz sentido, ele é o auge da quarta geração, é o ultimo jogo antes de sair Black/White. Mas é que a cada vez que jogo, eu fico cada vez mais admirada como esse jogo é lindo.


Acho que essa melhoria gráfica deu muita vida às regiões, já que com a limitação do Game Boy Color, as casas são todas iguais. Aqui eles fizeram questão de fazer cada cidade única e diferente, isso inclui até Kanto. Os remakes fizeram um ótimo trabalho mostrando como Johto tem uma carga histórica e cultural maior, principalmente na cidade de Ecruteak. Isso faz sentido, já que Johto é inspirada na região de Kansai, região considerada centro cultural do Japão, marcada por templos e castelos.


Cidade de Ecruteak em HGSS

A trilha sonora também é um ponto a se destacar. Eu cheguei a mencionar anteriormente como eu gosto da trilha de Johto, mas eles capricharam bem aqui também. Gosto como algumas trilhas puxaram bem pros instrumentos mais tradicionais japoneses, principalmente lugares mais históricos, como a Sporut Tower, a Burned Tower, a Tin Tower, e a cidade de Ecruteak, além dos temas dos lendários.


Outra coisa que só adiciona charme e fofura nesse jogo é que agora o primeiro pokémon da sua equipe sai da pokebola e fica te seguindo. O fato de que foi feito mini sprites para todos os pokémon do jogo (+ suas versões shiny) para que todos possam te seguir é algo lindo, um tipo de trabalho que valorizo muito hoje, onde tudo parece feito para cortar custos e economizar tempo, faltando esse zelo. 

tão fofinho

Como eu gosto de mecânicas paralelas em jogos, preciso dizer que eu gosto do Pokéathlon, ficar jogando os minigames me lembra dos tempos do Pokémon Stadium 2, que eu adorava, mas só jogava os minigames. Como cada pokemon possui um stat diferente nesse modo, eu acabo jogando mais depois de terminar o jogo, quando acabo capturando mais Pokémon.


Uma coisa que gosto muito em jogos de Pokémon, e gosto mais ainda em remakes, é poder enfrentar de novo os personagens (Lideres de Ginásio, Elite 4, Campeões), os famosos Rematches. Eu gosto de ver como seria o times dos personagens se eles tivessem um time completo de 6 Pokémon, ou se eles pudessem usar os pokémon fora da sua geração de origem. Gosto de ver, por exemplo, a Misty usando Floatzel, Karen usando Weavile e Honchkrow.


Foi na geração 4 que eu comecei a prestar mais atenção nos personagens humanos, e gostar mais deles. Nisso, digo que foi muito legal ver o redesign dos personagens aqui, deu uma nova vida e personalidade para eles, tanto para os personagens de Johto quanto os de Kanto, o ultimo principalmente porque alguns mostram essa passagem do tempo, como acontece com a Misty e Sabrina. Meus outros destaques aqui seria Morty, adicionando mais elementos fantasmagóricos no seu design; Will e Karen que achei que ficaram bem bonitos; além de Blaine, que ficou extremamente chavoso.

Extremamente chavoso

Mas claro, HGSS não são jogos perfeitos. Ele herda problemas dos jogos originais, como a dificuldade de subir de nivel, sendo bem chato grindar nesse jogo, e a pouca valorização dos monstrinhos de Johto tanto nas rotas, quanto nos personagens chave. A mudança aqui é que, como alguns Pokemon ganharam evolução na geração 4, agora eles ficam mais atrativos de se usar, como é o caso de Aipom, Yanma e Piloswine. Claro, outros casos, como Togetic, Gligar e Sneasel, você só consegue os itens para evoluir no pós game, ou se você usar a troca pra conseguir eles com algum outro jogo (que foi o que fiz na minha gameplay). 


Outro problema, agora herdado da quarta geração em si, é a lerdeza que é a animação do HP descendo e subindo. É que na quarta geração, o HP desce número por número, então quanto mais HP um pokémon tiver, mais demorado vai ser para o HP abaixar. Então isso não é um problema quando você está no começo do jogo, mas você nota mais pro final que as lutas vão ficando mais extensas. Eu não contei, mas eu não duvido que minha luta final com o Red tenha durado mais de meia hora.


Uma última reclamaçãozinha, dessa vez um pouco fútil, foi a remoção do Game Corner. Claro, eu entendo que cassino é errado, e minha reclamação não é a troca das máquinas e caça niqueis pelo jogo do Voltorb, e sim porque agora você não pode comprar fichas para trocar pelos itens, você tem que conquistar TUDO jogando o maldito Voltorb Flip. Eu quero ter meu TM do Flamethrower, e eu não gosto o suficente desse mini game pra tentar juntar TANTOS PONTOS. Eu só queria comprar um dos TMs mais importantes do jogo, sabe?

Pokemon HGSS foram os últimos jogos da série a possuírem cassinos, mas estão presentes apenas na versão japonesa

Dex de Johto


Aqui eu preciso dar uma opinião polêmica: Olhando isoladamente a dex de Johto, eu considero ela a mais esquecível. Não odeio os pokémon nem os amo, mas sim sinto uma grande indiferença. Mas vamos por partes.


A começar pelos iniciais, eu confesso que eu não tenho muito apego a eles. Eu costumo escolher o Cyndaquil, mas não diria que é um Pokémon que eu adoro de fato, daqueles que eu gosto de levar comigo no peito em gerações posteriores. Talvez eu tenha um pouco de carinho por eles lembrando de coisas do passado, como o anime e as miniaturas do guaraná caçulinha.


Já os lendários é outra história. Para mim são os pontos altos da Dex, gosto muito da maioria. Das feras lendárias, da dupla de aves, e até do mítico da vez, Celebi. 

os três pspspsps lendários

Num geral, eu acabei percebendo como muito dos Pokémon de Johto tem formas mais redondas e rostos mais fofos e amigáveis, diferente dos de Kanto, que muitos tinham cara de bravo. Acho fofo, gosto. Os sprites da segunda geração mostram bem esse aspecto mais redondinhos dos pokémon. Até o Scizor, que é um pokemon bem edgy e que tem pinças, se for olhar bem, é mais arredondado que o Scyther.


Um problema que tenho com os Pokémon de Johto é como o jogo parece não dar tanta atenção a eles, e provavelmente tiveram mais destaque em mídias como o anime. Além disso, muitos deles parecem mais dificeis da achar, além de não parecerem interessantes de se usar, não quanto os Pokémon de Kanto. As vezes vejo pessoas brincando como Pokémon como Slugma e Skarmory parecem ser Pokémon de Hoenn, porque eles possuem mais destaque lá

Os "Honorários de Hoenn"

Nisso, eu percebi que os Pokémon que eu mais gosto de Johto são justamente os que são de fácil acesso no jogo, como é o caso de Ampharos e Quagsire, eles e evoluções dos pokémon de Kanto, como Espeon, Umbreon, Scizor e Crobat. Desses, talvez o mais difícil de conseguir normalmente seria o Scizor, mesmo.


Mas eu mencionei como eu acho eles esquecíveis “isoladamente”. Acontece que o tempo ajudou a dar mais destaque nesses monstrinhos, que deram um charme a mais para eles. Um exemplo é que muitos Pokémon da segunda geração ganharam evoluções na quarta, e alguns deles são até pokémon que amo muito, como Gliscor e Togekiss. Mais pokémon de Johto ainda ganharam novas evoluções em gerações posteriores, como Girafarig (Farigiraf) e Ursaring (Ursaluna) formas regionais, como Corsola, Wooper e Sneasel; e evoluções regionais, como Cursola, Clodsire e Sneasler (que eu amo todos).

Perfeição.

Além disso, alguns pokémon de Johto ganharam Mega Evoluções na sexta geração, como Scizor, Houndoom, Steelix, Heracross, Tyranitar e até mais recentemente os iniciais Meganium e Feraligatr sem contar o meu favorito, Ampharos 


Mas é justamente por esses monstrinhos ganharem tantas evoluções legais no futuro que eu acabo não gostando de revisitar eles nos seus jogos de origem, o que reforça minha idéia de como GSC aproveita mal os monstrinhos novos. 



Desafio Monotype


O tipo que escolhi aqui foi o voador, e o jogo foi SoulSilver. Achei que Johto teve uma variedade legal de voadores, e como alguns Pokémon ganharam evoluções na geração 4, queria usar eles aqui, já que provavelmente eles não teriam chances de brilhar.


Já no começo do jogo, antes do primeiro ginásio, já tinha bastante voadores pra pegar: Eu peguei Pidgey, Hoppip, Zubat e HootHoot. Só não imaginava que eu ia apanhar TANTO pro Falkner. Quem diria que Pidgeotto seria mais forte que Pidgey, né? Eu precisei grindar bastante,e eu sei que eu precisei usar estratégias que eu nem me lembro mais. Provavelmente usei um combo de Growl do Hoohoot, Tail Whip do Hoppip e até supersonic do Zubat pra poder fazer algo contra esse Pidgeotto. 


Já o segundo ginásio foi bem mais tranquilo, já que tipo inseto é fraco a voador. No meio do caminho, peguei um Magikarp e o Togepi nasceu do ovo.


Mas foi no terceiro ginásio que eu percebi que eu precisava fazer mudanças drásticas no meu time e ter uma ajuda extra. Eu percebi que o meu Zubat estava mais forte que meu agora Pidgeotto, e o Hoothoot não estava sendo muito útil, então eles foram pra box. Eu queria usar Yanma, então foi uma jornada desnecessariamente demorada para capturar um. Como pode essa libélula ser tão rara? 

E foi escrevendo esse texto que descobri que as chances aumentavam de 1% para 40% se eu tivesse pego o numero de um NPC especifio que me avisaria de um enxame de Yanmas na área

Eu peguei meu antigo cartucho de HeartGold e comecei a fazer uma trocas com esse SoulSilver. Eu transferi um ovo de Gligar, porque ele seria extremamente útil para o próximo ginásio e para o resto da gameplay. Eu não iria aguentar esperar encontra um lá em Blackthorne. Eu também transferi um Lucky Egg, porque eu realmente não gosto desse grinding dos jogos antigos, e esse isso ajuda a amenizar as coisas, pra mim está ótimo. Já no terceiro ginásio, meu time estava formado, porém faltava algemas evoluções: Zubat, Gligar, Gyarados, Skiploom, Yanma e Togetic. 


Claro, a Whitney foi difícil, como toda vez. Foi menos porque o Rollout estava dando muito dano (porque o Gligar aguentava), mas foi mais por causa do Attract e do Milk Drink. Depois dela, o Morty e o Chuck foram tranquilos.

O terror de Johto

Foi perto da Jasmine que eu decidi fazer mais trocas. Primeiro, eu transferi o Togetic e o Gligar para o Pokémon Platinum. Lá, eu evolui eles e aproveitei para ensinar golpes novos com o Move Relearner + alguns TMs. Togetic, agora Togekiss, agora possuia Aura Sphere e Flamethrower, que seria muito úteis nos ginásios de Metal e Gelo. Gligar, agora Gliscor, eu ensinei apenas Ice Fang, que eu achei que seria interessante. 


Jasmine e Pryce não foram problemas, mas a Clair sempre me dá trabalho, principalmente porque Kingdra só tem fraqueza a dragão (que eu não tinha golpe), e ela se cura sozinha de stats negativos.


Já na liga, não lembro de ter grandes problemas com a Elite 4, meu time estava bem definido com suas funções, e eles a desempenhavam bem. Mas eu estava com alguns níveis abaixo do nível deles, então também não foi exatamente uma ligá “fácil” sem gastar diversos Revives e Hyper Potions. Mas aí teve o Lance.

Se parar bem pra pensar, foi um time voador contra outro time voador. Um desafio digno para meu monotype.

Lance teve uma das batalhas mais curiosas pra mim, porque eu realmente tive que usar todo o potencial não dos meus pokémon, mas especialmente de dois em específico: Jumpluff e Gyarados. Jumpluff não é conhecido por ser um pokémon forte, mas definitivamente era um pokemon rápido. Jumpluff é o pokémon que eu chamo hoje de “Proto Whimsicott”. A função dele no time era ser suporte, ele paralisa os oponentes e, se possível, colocava Leech Seed. Já Gyarados provou ser o meu pokémon mais forte, e tinha aprendido Dragon Dance. Com Waterfall e Ice Fang, ele praticamente estava destruíndo o time do Lance. Minha maior dificuldade aqui foi Aerodactyl: Aerodactyl era mais rápido que Jumpluff, e tinha Thunder Fang, que eliminava Gyarados. Foi aí que eu percebi que eu precisava mesmo era ficar colocando e tirando Gyarados de campo, para ativar sua habilidade, Intimidate. Quando o Thunder Fang parou de dar um dano perigoso, foi só Gyarados dar um (ou até dois) Dragon dances pra OBLITERAR a equipe de Lance, me garantindo assim a vitória.


O time final ficou:

  • Crobat, que era o usuário de Fly do jogo. Por mais irônico que pareça, era um dos poucos que possuia golpes voadores. Também possuia Haze, caso algum oponente ficasse usando muito dos famosos golpes de aumento de stats 

  • Jumpluff, o Suporte do jogo. Conseguia dar stats negativos (envenenamento, paralisia) e usava Leech Seed para tirar HP aos poucos. Muito útil para batalhas mais difíceis na liga

  • Togekiss, um dos poucos que usava golpes especiais. A maioria dos golpes também não erravam, também sendo úteis para personagens que adoram subir a evasão ( como o Koga). Possuia a maior variedade de golpes

  • Gliscor, que era minha resposta para o tipo Elétrico, tipo que todos eram vulneráveis. Tipo Terra é também um tipo muito útil. Também usei como resposta a tipos fantasma e psíquico, com Night Slash. Infelizmente esse Gligar veio com uma nature terrível, e as vezes eu sentia que isso pesava, porque parecia que dava menos dano do que eu imaginava

  • Gyarados, o meu pokémon mais forte. considero água um tipo bastante importante em jogos de Pokémon, mas depois que aprendeu Dragon Dance, Gyarados basicamente destruía tudo e todos a sua volta.

  • Yanmega, um pokémon que confesso que decepcionou. Era um pokémon que eu queria usar, e serviria ara algumas coberturas de tipo, além de ser meu pokémon mais rapido por conta do speed boost, mas acontece que nunca parecia necessário, já que outros pokemon pareciam respostas melhores. Além disso, como Yanma demorou bastante para aprender golpes bons, então nunca parecia um pokémon essencial.


Normalmente eu deveria parar por ali. Mas eu realmente estava me divertindo com o jogo, então quis fazer até o Red.


Para a segunda metade do jogos eu praticamente explorei Kanto inteira antes, e depois enfrentei todos os ginásios em sequência, e não tive dificuldades. O único destaque é que eu finalmente usei Yanmega para algumas lutas, como na Erika e Sabrina.


Depois de ter enfrentado todos, resolvi passar a Elite 4 mais duas vezes, para subir um pouco o nível dos meus Pokémon. O rematch estava mais difícil, mas basicamente usei estratégias parecidas com as da primeira vez, principalmente com o Lance, que agora pelo menos uns 3 ou 4 de seus pokémon eram fracos 4x a gelo. 


Quando fui enfrentar o Red, percebi um problemão: Eu precisava do HM Rock Climb para subir o Mt. Silver. Nenhum dos meus pokémon aprendiam o golpe, então eu teria que enfrentar o Red com um pokémon a menos. Infelizmente, a escolha não foi difícil: Yanmega teve que sair.


Para enfrentar o Red, confesso ter tido preguiça de fazer mais grind, então meus pokémon estavam cerca de 15 a 20 níveis abaixo dos do Red. Mas quis tentar mesmo assim.


Para o Pikachu, ensinei Knock Off para o Gliscor, que iria remover a Light Orb do rato, fazendo dele ainda menos um problema. Por sorte, o Pikachu errou o primeiro golpe, e foi fácil derrotar.


Já um pokémon bem difícil de lidar foi Lapras. Acontece que eu pensei no meu time tendo cobertura contra elétrico, mas nunca pensei na cobertura contra gelo. Lapras era bastante resistente, e o Blizzard ( que não erra nessa luta, por conta da tempestade de granizo no campo) tirava bastante dano, e meus golpes elétricos ou grama não tiravam muito. Infelizmente a estratégia teve que ser “Esperar o PP do Blizzard acabar enquanto eu revivia minha equipe”.


Para Snorlax e Venusaur, um golpe de Gyarados com um Dragon Dance já foi o suficiente, mostrando como ese pokémon é um MONSTRO. Já blastoise parecia ter um problema semelhante ao Lapras, já que também possuía Blizzard. E a estratégia para lidar com o Blastoise foi parecida com a do Lapras: Esperar o PP acabar.


o Último pokemon foi o Charizard, e nesse a estratégia foi bem fácil: Um dragon dance do Gyarados, um Waterfall e já eliminava o último inicial de Kanto.

Time final


Pokémon SoulSilver foi uma experiência muito boa de se revisitar, e certamente a ultima batalha foi demorada, mas bastante satisfatória. 







Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Revisitando Kanto: Nostalgia, mas nem tanto

Revisitando Sinnoh: O meu favorito de todos

Story of Seasons Grand Bazaar- meu novo xodó