Meus Jogos Classicos favoritos no Nintendo Switch Online



Confesso que tive a ideia para escrever esse texto depois de ter visto um certo Youtuber famoso falar que “jogos envelhecem mal”, do tipo que em 10 anos um jogo já fica obsoleto, e isso me fez ficar pensativa, apesar dele já ter voltado atrás com essa ideia. 

Sou uma pessoa que gosta de jogos, mas jogos muito mais modernos, aqueles que possuem gráficos hiper realistas que ficam a par com grandes produções cinematográficas, na verdade não me atraem. Mesmo eu gostando de muitas franquias da Nintendo, confesso que minha empolgação com jogos novos andaram sumindo bastante. Nisso, eu acabei pegando muito gosto por jogos mais antigos (e qual foi meu choque que jogos que eu considerava recentes, como jogos de DS, na verdade já são entre 15 a 20 anos atrás) e jogos indies que remetem a essa época. 

Por isso, eu queria listar jogos clássicos que gosto de jogar no Nintendo Switch Online, que possui uma biblioteca de jogos antigos. No caso, tenho acesso a jogos para Nintendo Entertainment System (NES), Super Nintendo Entertainment System (SNES), Game Boy (GB), Game Boy Advance (GBA) e Nintendo 64 (N64), sendo desses consoles que vou mencionar.

Preciso pedir para não estranhem caso eu não mencione super clássicos como os Zeldas de N64, Marios como Super Mario 3, Mario World, Mario 64, entre outros. O motivo tanto é porque, por incrível que pareça, eles não fizeram parte da minha infância, só jogando eles quando mais velha, mas também porque eu queria falar de outros jogos, que também muita gente deve ter jogado, mas não são os grandes clássicos mencionados nos top 5 ou 10 de jogos de todos os tempos, mas que são meus favoritos, meus queridos, meus xodós. Ou às vezes eu gosto de passar por eles para conhecer a história dos jogos, como uma franquia começou, por exemplo. 

Panel de Pon/ Puzzle League



Panel de Pon ou Puzzle League é uma série de jogos de puzzle presente em vários consoles da Nintendo. É um jogo onde você tem um gride de blocos coloridos e você tem que alinhar 3 ou mais deles da mesma cor/forma em uma linha ou coluna, trocando de lugar os blocos. No Switch Online, temos 3 dessa franquia: O primeiro, Panel de Pon, é um jogo de SNES lançado originalmente em 1995 com personagens originais com temática de fadas. O segundo é Pokémon Puzzle League, para Nintendo 64, lançado originalmente em 2000 e possui a temática de Pokémon, mais especificamente é baseado no anime de Pokémon, tendo como História o Ash enfrentando um torneio chamado…. bom, Puzzle League. Assim como na liga do anime e jogos, Ash precisa coletar 8 insígnias, vencer a Elite dos 4 (que não é a mesmo dos jogos de Kanto,mas ainda baseada em personagens conhecidos do anime) , por fim, o campeão. O terceiro e último jogo presente no NSO é Dr. Mario & Puzzle League, lançado para o GBA originalmente em 2005. Apesar de estar junto de Dr. Mario, esse jogo não possui personagens, é só o jogo em si com fundos genéricos. 


Eu quando criança adorava jogar Pokémon Puzzle League no Nintendo 64, e muitos anos depois eu ainda jogava muito a versão de GBC do jogo, o Pokémon Puzzle Challenge (baseado nos jogos de Pokémon Johto, e não no anime). Eu mesma recentemente fiquei muito feliz por ter finalmente conquistado todos os Pokémon secretos disponíveis nesse jogo, mas infelizmente, este jogo não está disponível no NSO (por enquanto).


Quanto ao primeiro jogo da franquia, Panel de Pon, confesso que só descobri ele faz pouco tempo, mas do pouco que joguei, achei ele muito bonito, e o estilo das personagens me dá uma nostalgia, da época que eu assistia animes de garotas mágicas. 


Já o jogo de GBA, que dos 3 é o que foi adicionado mais recentemente, eu tentei jogar ele e…. Bom, é o mesmo jogo de sempre, mas a verdade é que o jogo fica tão mais sem graça quando não tem nenhum personagem colorido na tela, com expressões diferentes e falas (sim, tanto Panel de Pon quanto Pokémon Puzzle League tem dublagem, mesmo que no primeiro é bem mais simples) quando você faz um combo legal.



É um jogo que eu amo para passar um tempo, principalmente quando procuro uma jogatina rápida (o que eu chamaria de “jogos pra jogar no banheiro”, pra não falar outra coisa)



RPGs do Mario



Apesar de serem duas franquias diferentes, quis colocar na mesma categoria. São jogos de Mario que usam mecânicas de RPG de turno, e ambos são os primeiros jogos que se tornaram franquias próprias, com vários jogos no futuro. Apesar de existir o título “Mario RPG” para o SNES, esse título não está disponível no NSO, mas ganhou um remake para o Switch.


O primeiro é Paper Mario, lançado em 2001 (2000, no Japão) para Nintendo 64. A história é sobre Mario indo salvar a Princesa Peach do Bowser, como sempre. Mas aqui, Bowser roubou um item chamado Star Rod, que o torna invencível, então cabe a Mario salvar sete Star Spirits, que com seus poderes combinados podem anular o poder da Star Rod. O que chama atenção nessa franquia é que, como o nome diz, é um mundo de papel. Os personagens são 2D porque eles são como recortes de papel, e todo o cenário pode dobrar e desdobrar, montar e desmontar. Quando vi esse jogo quando criança achava isso muito divertido, principalmente com a animação do Mario indo dormir ou descendo do cano. O jogo conta também com parceiros que ajudam o Mario na jornada, tanto nas batalhas quanto na exploração do mundo, com cada um tendo um efeito diferente, podendo ser para alcançar itens, nada ou ficar invisível para inimigos.

Combate em Paper Mario

O Segundo jogo é Mario & Luigi Superstar Saga, lançado em 2003 para Game Boy Advance. Aqui, os vilões, Cackletta e Fawful, roubam a voz da Princesa Peach, por ser parte de um plano maligno muito maior. Cabe a Mario & Luigi se aventurar no Reino Beanbean para impedir os vilões de concretizarem seus planos. 


Aqui a dinâmica está presente nas interações de Mario e Luigi. Você controla separadamente o pulo dos dois, e conforme a jornada, eles acabam adquirindo habilidades diferentes, com interações diferentes dependendo quem está na frente, Mario ou Luigi. Um exemplo: Se Luigi acerta Mario com uma marreta, Mario fica encolhido, permitindo passar por áreas estreitas; já se Mario acerta Luigi, Luigi fica debaixo da terra, permitindo acessar áreas que não podia antes (desde que seja uma área com terra, e não metal).

É comum você precisar usar essas diferentes habilidades e interações para resolver puzzles

Eu acho essa franquia também muito divertida e sinto que é mais bem humorada que Paper Mario, que também tem seus momentos divertidos, mas parece ter outros momentos mais dramáticos e épicos. (Mas também pode só ser minha memória falhando) 


Harvest Moon


Harvest Moon é uma franquia de jogos de fazendinha que, diga-se passagem, uma das minhas franquias favoritas que marcaram minha infância, se não minha vida. É a franquia que marcou um gênero que se popularizou demais nos ultimos 10 anos, com jogos como Stardew Valley. 

No NSO, há dois jogos de Harvest Moon disponíveis: Harvest Moon, de 1996 para SNES e Harvest Moon 64, de 1999 para Nintendo 64.


Harvest Moon SNES é o primeiro jogo da franquia, e me marcou demais na infância, por ser meu primeiro contato com a franquia. É um jogo com gráficos bem bonitos e trilha sonora maravilhosa. Porém, infelizmente, foi rejogando que percebi que a gameplay ficou bem datada, podendo frustrar quem está muito acostumado com as mecânicas mais atuais. Você não possui bolsa, tendo que carregar tudo na mão, fazendo com que o trabalho possa ser maçante; já no outono não há mais como plantar, apenas cuidar de animais, e o sistema de casamento é bem simples, por mais que as meninas possuam alguma personalidade, no fim do dia você acaba indo mais pela cor do cabelo, porque elas se tornam o mesmo sprite depois de casada. O jogo parece ficar monótono extremamente rápido (quando chega o Outono, no caso), porém, apesar da minha crítica, eu ainda acho que ainda vale a pena conhecer, mais para ver como esse gênero surgiu e as evoluções que o tempo trouxe para ele.


Já Harvest Moon 64 não foi um jogo que fez parte da minha infância, conheci justamente pelo NSO. Apesar disso, possui evoluções bastante significativas, ficando não muito longe do Back to Nature, que não está no NSO (Saiu no Playstation), mas é um dos mais queridinhos dos fãs. Aqui já temos a mochila, facilitando demais nos trabalhos, já existem “eventos de coração”, que sãos as cutscenes com as personagens casáveis, dando mais profundidade a elas, além de cenas com outros personagens; você pode plantar no Outono, e o jogo disponibiliza as minas no inverno, para que a estação toda não fique completamente monótona, além de que você pode construir uma estufa que funciona em todas as estações. 


Eu achei que mecanicamente, Harvest Moon 64 envelheceu muito melhor que o de SNES, e eu definitivamente recomendo para fãs de fazendinha. 




Pokémon Snap



Pokémon Snap é um spin off de Pokémon lançado em 1999 para o Nintendo 64. A premissa do jogo é que Professor Carvalho está fazendo uma pesquisa em uma ilha (Literalmente chamada “Pokémon Island”) e convida o protagonista, Todd Snap a ajudá-lo, mas não capturando os Pokémon em pokébolas como nos jogos principais, mas sim capturá-los…. em filme! Sim, Pokémon Snap é um jogo sobre tirar foto de pokémon. Quando falo que é um dos meus spin offs favoritos, eu não estou brincando, eu realmente amo essa premissa. 


A ideia do jogo é você passar pelas fases em um veículo (que você não pode controlar) e explorar e fotografar os Pokémon que aparecem no caminho, em seu ambiente natural. No fim de cada fase, você pode escolher uma foto de cada espécie de pokémon para que o Professor Carvalho a avalie. Os pontos são contabilizados conforme os critérios do jogo, que incluem pose do pokémon, o enquadramento deles, se tem só um pokémon na foto ou mais, etc.  Conforme você vai passando das fases e acumulando pontos, você vai ganhando itens que você pode usar para interagir com os pokémon, fazendo com que eles ajam de formas diferentes, gerando fotos mais interessantes e com mais pontos, além de que algumas são necessárias pra desbloquear novas fases.


O jogo em si é bem curto, geralmente eu termino ele em umas 3 ou 4 horas no máximo, perfeito para um fim de semana descontraído. Mas desde a primeira vez que joguei eu ficava fascinada com a ideia de tirar foto de Pokémon, e queria que explorassem mais isso, talvez um novo Pokémon Snap. (Felizmente, eu ganhei isso. Eu amo esse jogo.)


Survival Kids


Lançado em 1999, Survival Kids é um jogo de Game Boy Color, com a premissa de que o protagonista ( que você escolhe entre o menino, Ken, e a menina, Mery), após um acidente com o navio em que estava viajando, acaba perdido em uma ilha deserta. Com recursos limitados, cabe a você descobrir um meio de sobreviver e sair da ilha (ou não).


Esse é um dos poucos jogos da lista que eu não conhecia previamente, conheci no NSO, mesmo. Procurava um jogo de Game Boy com gráficos que me lembrassem jogos do mesmo console como Pokémon ou Zelda, e esse tinha me chamado a atenção. E eu tive uma grande surpresa com esse jogo, porque eu gostei bastante dele, principalmente por ser de GBC e eu gosto de ver o quanto jogos antigos conseguem fazer num console bem mais limitado.


Aqui, você pode juntar itens que você encontra no chão para formar outros (talvez devesse chamar de “crafting”?) que podem ou não ajudar na sua jornada. Seu personagem possui uma contagem de fome, sede e cansaço, então você constantemente precisa conseguir comida (muitas delas estragam rápido e precisam ser cozinhadas), água (dá pra guardar em um cantil) e encontrar um lugar seguro para dormir (apesar de você ter uma cabana, às vezes você vai acabar precisando dormir em buracos em árvores pontualmente colocadas no jogo), tudo isso enquanto explora a ilha, arrumando um jeito de sair de lá. O jogo conta com 8 finais diferentes, podendo ser bons, ruins ou neutros. Quando joguei, acabei fazendo 2 ou 3 finais. O primeiro me marcou mais, por ser… “agridoce”, por assim dizer. Consegui sair da ilha, mas sacrifícios acabaram sendo feitos, fazendo com que não seja o melhor final possível. 


Eartbound/ Mother


Earthbound (também conhecido como “Mother” no Japão) é uma franquia de jogos de RPG de turno. O diferencial desses jogos é seu humor peculiar, com equipamentos não convencionais, inimigos peculiares e momentos bem humorados, muitas vezes parodiando outros RPGs. 


Minha recomendação para essa série é porque eu sinto que muitos RPGs indies de hoje em dia, principalmente famosos como Undertale e Omori, possuem Earthbound como inspiração. Meu pecado maior é, na verdade, eu não ter realmente jogado esses jogos indies, só ter visto gameplays. 

No NSO, há dois (na verdade 3, mas falarei depois) jogos da série. O primeiro, Earthbound Beginnings, estreou no Japão em 1989 para NES (“nintendinho”), mas só foi finalmente trazido oficialmente para o ocidente em 2015 para o WiiU. A história conta Ninten, um garoto com poderes psíquicos que parte em uma jornada para descobrir a origem de coisas anormais que andam acontecendo naquele mundo, evoluindo para uma jornada para salvar o mundo. 


Eu gosto muito da trilha sonora do jogo, e quando você tenta se aprofundar na história, percebe que algo a mais está sendo contado. Apesar disso, confesso que eu fico bastante perdida nesse jogo, porque nunca sei a ordem que as coisas precisam ser feitas, além de que o mapa parece desnecessariamente grande, e os encontros aleatórios são um pouco constantes demais, o que me frustra, além de precisar de grinding para sobreviver aos inimigos (sem contar aqueles que EXPLODEM quando derrotados). Talvez tenha envelhecido mal, mas eu ainda gosto de ver como uma franquia começou.

"Pare de me fazer tantas perguntas, ou eu vou começar a chorar"


O Segundo jogo da série, Earthbound, também conhecido como Mother 2 no Japão, foi lançado originalmente em 1994 para SNES ( Super Nintendo), sendo por muito tempo o único da franquia lançado no ocidente oficialmente. A história é melhor apresentada aqui: Uma meteoro cai perto da casa do protagonista, Ness, e nela, um besouro psíquico viajante do tempo (sim) conta para Ness que ele precisa partir em uma jornada para salvar o mundo de uma invasão alienígena da terrível entidade Giygas. 


Eu gosto como a história do jogo é melhor apresentada aqui, fazendo com que a jornada seja mais épica e muito mais bem humorada, com ainda mais diálogos e situações peculiares. Aqui podemos encontrar: Referência a Beatles; um culto muito estranho com obsessão com a cor azul; um homem que se transformou em dungeon; uma vila de criaturas extremamente tímidas; um lugar criado por um ser psíquico onde a lógica não existe e os inimigos são referências ao surrealismo, sem contar com uma luta épica com uma entidade sem forma física. A trilha sonora muito é similar ao primeiro jogo, mas isso está longe de ser algo ruim. Se quiserem começar a franquia com esse jogo, podem começar a vontade, porque ela não tem ligação direta ao primeiro


"Nós dormimos no deserto, então somos muitas vezes confundidos com cadáveres"


O terceiro jogo aqui via mais como uma menção honrosa: Mother 3, lançado em 2006 para o Game Boy Advance, mas apenas no Japão. O jogo está disponível no NSO, mas também apenas na versão japonesa. Muitos fãs apenas tem contato com esse jogo através de fã traduções. Apesar de contar com o humor característico da série, o jogo conta com uma história muito mais trágica, dramática e até distópica, se assemelhando mais ainda com os indies que mencionei anteriormente. Apesar de não estar presente no NSO da maioria que vai ler esse texto, fica a recomendação para quem quiser ir atrás. Mas saibam que eu aqui ainda tenho esperanças que esse jogo um dia seja lançado oficialmente para o ocidente, assim como foi Earthbound Beginnings. 




Kirby



Kirby é uma série de jogos de ação e plataforma e um mascote deveras conhecido para fãs da Nintendo. Seu primeiro jogo foi lançado em 1992 para o Game boy e se trata da bola rosa Kirby, que tem o poder de sugar tudo o que vê pela frente, e em jogos seguintes, poder absorver o poder dos inimigos ao engoli-los. Também tem a fama de que sua aventura escala a um ponto que no final você está enfrentando entidades cósmicas do apocalipse. Nada demais. 


Kirby é uma franquia que amo de coração, apesar de não ter jogado todos os jogos. E quando se trata de NSO, esse disponibiliza MUITOS, MUITOS jogos do Kirby MESMO. 12 deles, se não contar a versão especial deles; tirando spin offs, são 7 jogos. Mencionar todos eles seria loucura, precisaria de um post só dedicado a ele. Então eu preferi mencionar só 3 deles.


A primeira menção vai para Kirby’s Adventure, de 1993 para NES. É o segundo jogo do Kirby lançado, sendo o primeiro que introduz as habilidades de cópia do Kirby, já com 24 habilidades diferentes. É aqui também que estreia o personagem Meta Knight, personagem importante na franquia (e também um dos meus favoritos). Por mais que eu tenha quase nenhum contato com jogos de NES, minha menção a esse jogo se deve ao fato que um dos jogos de Kirby que eu mais lembro na infância é o Nightmare in Dreamland, para o GBA. O que eu só descobri recentemente é que esse jogo na verdade é um remake, justamente do Kirby’s Adventure. Apesar de que eu vá sim preferir o remake, jogar a versão original ainda é uma boa experiência. Só tem o porém de que como esse jogo saiu bem no fim da vida do console, aparentemente ele usa bastante do potencial dele, fazendo com que em certas partes você perceba uma queda de frames. Mas eu jogo Pokémon no Switch, jogar com queda de frames é de costume para mim. 



A segunda menção vai ser o Kirby Super Star, de 1996 para o SNES. É o jogo de Kirby que eu considero um dos maiores clássicos, sem falar que é provavelmente um dos meus favoritos. Aqui, o jogo é subdividido em vários modos de jogo, e vencendo esse modo, desbloqueia o próximo, que vai aumentando gradativamente a dificuldade. Cada modo tem sua própria história e isso reflete na forma de se jogar. Aliás, a curiosidade: O primeiro modo, o Spring Breeze, o mais fácil de todos, é na verdade um tipo de remake mais “comprimido” do primeiro jogo, Kirby’s Dream Land, de Game Boy.


 O jogo também conta com a mecânica dos ajudantes, que você pode fazer com que sua habilidade de cópia se torne um personagem que vai te seguir e te ajudar nas fases (na verdade nem todo mundo gosta desses ajudantes por… não ajudarem tanto quanto deveriam). 


A ultima menção vai para Kirby 64: The Crystal Shards, lançado no ano 2000 para o Nintendo 64. Uma coisa que não mencionei dos dois Kirbys anteriores é que ambos foram dirigidos por Masahiro Sakurai, enquanto esse foi dirigido por Shinichi Shimomura. Normalmente eu não sou de mencionar nome de diretores, mas aqui é relevante porque os jogos do Kirby que ele dirigiu (e os outros 2  também estão no Switch Online: Kirby’s Dream Land 2 e Kirby’s Dream Land 3) tem características bem peculiares que também estão presentes nesse Kirby.


 A primeira é que as fases possuem coletáveis escondidos nelas, e coletar elas ou não é importante para o final do jogo. Terminar o jogo sem ter todos faz com que você pegue um final “normal”, mas coletar todos faz com que você enfrente o boss verdadeiro, que geralmente é uma entidade maligna que talvez sangre pelos olhos ou não (sério). Nesse jogo são os Cristais (que dão o nome ao jogo). Confesso que eu nunca na verdade consegui pegar todos os cristais, alguns são bem chatos de pegar, tem bastante backtracking (voltar nas fases para poder pegar)


A segunda característica do Shimomura é que, diferente dos jogos do Sakurai (e até os pós Sakurai), é que os jogos dele possuem bem menos habilidades de cópia, mas se alguma forma criativa essas habilidades possuem múltiplas variações. Dando exemplo nesse jogo mesmo, ele só possui 7 habilidades. O diferencial é que você pode combinar duas habilidades, podendo elas ser iguais ou não, para formar uma nova, fazendo com que na verdade existam 28 combinações. 



É um jogo que tenho bastante nostalgia por conta das variações de habilidades do Kirby, a maioria bem criativas (nem todas poderosas), e parando para olhar o histórico, foi o primeiro e único jogo do Kirby com gráficos 3D por ANOS (se considerar só os de plataforma, spin off teve outros), só aparecendo outro em 2011, com Kirby Return to Dreamland, para o Wii (a não ser que você considere o Kirby’s Epic Yarn, de 2010)


Pokémon Mystery Dungeon



Pokémon Mystery Dungeon é uma franquia spin off de Pokémon que surgiu em 2005 para GBA e DS, sendo a versão de GBA, o Red Rescue Team, a versão que está disponível no NSO. É um jogo de exploração de dungeons (com dungeons sendo geradas aleatoriamente) com RPG.


Aqui, você não é um treinador pokémon, mas sim… um pokémon! O jogo começa com uma enquete definindo qual pokémon você vai ser, e você é jogado nesse mundo de Pokémon Mystery Dungeon, onde você, protagonista, não se lembra muito do passado, apenas que você era um humano que se transformou em pokémon. Nesse mundo não há muitos humanos (eles só são mencionados). Nisso, você, com seu parceiro que acabou de conhecer, monta uma equipe de resgate pokémon, onde vocês partem em dungeons para salvar Pokémon que ficaram perdidos, enquanto a história progride e você acaba descobrindo mais sobre esse mundo e seu destino.


A série de Pokémon Mystery dungeon são spin offs que gosto bastante, apesar de não serem meus favoritos. Gosto muito desse mundinho apenas de pokémon, e a história também é interessante


Zelda: The Minish Cap


Lançado em 2004 para GBA, Zelda Minish Cap é a aventura de Zelda 2D, aos moldes do primeiro Zelda, de 1986. Assim como em outros Zeldas, Link precisa se aventurar no mundo, explorar dungeons e coletar novos itens e habilidades que vão ajudar a progredir na história. A novidade aqui é que agora Link pode ficar do tamanho de um “minish”, criaturas minúsculas que vivem naquele mundo, podendo entrar em lugares muito pequenos, além de visitar lugares onde esses Minish vivem.


Eu preciso confessar meu pecado, que é o fato que eu gosto de Zeldas 2D, mas eu não lembro muito da maioria deles que estão presentes. Eu lembro de ter zerado, por exemplo, “A Link to the Past” e “Link's Awakening”, mas eu infelizmente não consigo lembrar de muitos detalhes deles,por isso não coloquei na lista. Mas Minish Cap é outra história. Talvez esse jogo seja um dos meus favoritos de Zelda de todos, porque ele virou facilmente um jogo de conforto meu. Ele é mais curto que os outros Zeldas, ao mesmo tempo que eu acho ele um dos jogos mais bonitos do GBA. Além disso, eu gosto demais como eles fizeram esse mundo quando você está minúsculo, acho muito bonitinho as plantas e objetos humanos gigantes.









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